O ensino de graduação do Instituto de Física
A Congregação do IF-UFRJ organizou em 1997 uma comissão de auto-avaliação do IF. Este texto foi preparado por L.F.S. Coelho, como responsável pela avaliação do ensino de graduação.
1)Introdução
O Instituto de Física da UFRJ (IF) foi criado em 1964, quando a UFRJ ainda era chamada Universidade do Brasil(UB). Ele é constituído, desde 1976, por quatro departamentos responsáveis pelas atividades de ensino e pesquisa: Física Matemática, Física Nuclear, Física de Sólidos e Física Teórica. Antes da criação do IF a formação de físicos e a pesquisa em Física foram realizados, de 1935 a 1939, na Universidade do Distrito Federal. De 1939 em diante estas atividades passaram a ser realizadas na Faculdade Nacional de Filosofia, FNFi, da UB. Diferentemente de hoje, o ensino básico de Física para as outras escolas era de atribuição de seus departamentos de Física respectivos. O reconhecimento dos cursos de Bacharelado e Licenciatura de Física foi feito pelo Decreto Lei 1190, de 4/4/1939. Os currículos mínimos desses dois cursos obedecem ao parecer do Conselho Federal de Educação número 296, de 17/11/1962.
Desde esse começo era clara a importância da formação sólida e da pesquisa científica, experimental ou teórica, mesmo que realizada em condições longe das ideais. Nas palavras do professor Joaquim Costa Ribeiro, catedrático de Física Geral e Experimental, em 1945: " Nos departamentos de ciências da FNFi o ensino tem cunho eminentemente experimental, daí não prescindirem suas diversas cadeiras de laboratório....As finalidades deste estabelecimento de ensino exigem, sob qualquer de seus aspectos, um nível elevado de estudos. Quer na formação de pesquisadores e de técnicos especializados, quer na preparação do magistério secundário, devemos proporcionar aos alunos o conhecimento integral da matéria estudada. Dos cursos de Bacharelado, eles devem sair aptos a prosseguir no caminho da investigação científica pura ou interessada. Dos de licenciatura, não podem levar apenas o cabedal estritamente necessário ao cumprimento dos programas ginasiais, mas uma cultura sólida que lhes garanta, na vida prática, a autoridade intelectual que deve ser a primeira virtude de um professor."
O Departamento de Física da FNFi foi um dos núcleos pioneiros no Brasil não apenas da Física mas da pesquisa científica em geral. No início dos anos 50 seus pesquisadores deram origem ao Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) e ao Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq). O ensino e a pesquisa em Física na UFRJ foram interrompidas na década de 1960, com a dissolução da FNFi e a demissão dos professores do Departamento de Física. A reestruturação, já agora com a responsabilidade adicional de ministrar aulas de Física básica para todos os cursos da UFRJ, começou logo e já em 1970 o Instituto retomara o objetivo de ser um centro de pesquisa de alto nível em diversas áreas teóricas e experimentais da Física, simultaneamente à formação de físicos. De 1970 a 1996 foram formados 594 bacharéis e 385 licenciados em Física.
Inicialmente as atividades de pesquisa e de pós-graduação do IF foram financiadas pelo BNDE que, em 1974, passou essa responsabilidade para a FINEP. Desde então o Instituto vem contando com um financiamento institucional FINEP e, além disso, financiamentos do CNPq, da CAPES, da FAPERJ e de outros órgãos de fomento. Em 1970 se iniciaram as primeiras linhas de pesquisa e com elas as atividades de Mestrado, as quais foram credenciadas em 1978 pelo CFE, sendo defendidas 164 teses de 1970 a 1997. As atividades de doutorado foram iniciadas em 1979 e credenciadas em 1983. Até o fim de 1997 foram defendidas 82 teses.
Atualmente há cinco áreas de concentração de pesquisa: Física Geral (óptica e cosmologia); Física de Partículas Elementares e Campos (física experimental de altas energias, teoria de campos, fenomenologia de partículas elementares e física não linear); Física Nuclear (estrutura nuclear, desintegrações nucleares, reações nucleares, física de hadrons e instrumentação para física de partículas elementares); Física Atômica e Molecular (colisões atômicas e moleculares, interação de fótons energéticos com a matéria e aplicações de ressonância magnética); e Física da Matéria Condensada (ciência dos materiais, cristalografia, física de baixas temperaturas, magnetismo e materiais magnéticos, óptica dos sólidos e teoria de matéria condensada). Essas áreas, iniciadas em 1975 e reestruturadas em 1993, têm sido consolidadas através do crescimento do corpo de pesquisadores e da melhoria da infraestrutura (biblioteca, oficinas e rede de computadores) e dos laboratórios. Temos cerca de 1000 m2 de laboratórios e mais de 200 computadores, permitindo a participação ativa de alunos em atividades de pesquisa desde a sua graduação. Numa medida de nossa produção científica, entre 1970 e 1997 tivemos 1191 artigos publicados em revistas científicas.
O quadro acadêmico do IF conta atualmente com 118 professores dos quais 106 com doutorado. Este quadro deve ser comparado com o existente em 1980: cerca de 130 professores dos quais 30 eram doutores. Apesar da redução do número total de docentes houve aumento das atividades de ensino de graduação nesse período, com o oferecimento dos cursos de licenciatura noturna, e diversificação das linhas de pesquisa. Um dado importante a levar em conta é o amplo intercâmbio com outras instituições, evidenciado até na formação dos professores do IF, onde mais de 2/3 dos atuais doutores se doutoraram fora do IF. A experiência didática acumulada pelos professores e pelas equipes das diversas disciplinas é também grande. Esta existência de recursos humanos e materiais permitiu que o Instituto de Física fizesse uma ampla reforma das suas disciplinas do Ciclo Básico, da Licenciatura e do Bacharelado, estabelecidas 20 anos atrás, mas dentro da sua filosofia pioneira de 1939.
1.1) O ensino básico, sua diversidade e sua extensão
As atividades de ensino de graduação do Instituto de Física tem, como primeira característica, o oferecimento de disciplinas para os Ciclos Básicos e até para os Ciclos Profissionais de cursos espalhados por diversos centros da UFRJ, numa diversidade que vai da Farmácia à Engenharia e do Desenho Industrial à Biologia. Usando os dados do Vestibular de 1998, 6120 alunos ingressarão em 101 opções profissionais apresentadas nesse Vestibular. Destas opções 26 incluem disciplinas ministradas pelo Instituto de Física, representando 1794 alunos. Isto significa 29 % dos ingressantes em 26 % das opções:. Em termos de centros, isto corresponde a todo o CT, se excetuarmos recentes decisões da Congregação da Escola de Engenharia, a quase todo o CCMN e a algumas opções profissionais do CCS e do CLA. O Instituto de Física ocupa cerca de 60 % de seus professores nesse ensino básico. A tabela a seguir mostra as opções apresentadas no Vestibular onde, se aprovado, o aluno cursará disciplinas de Física básica oferecidas pelo IF.
Opções no Vestibular nas quais o aluno cursará
disciplinas de Física básica
| CT | CCMN | CCS | CLA |
| Engenharia Civil | Física diurna(*) | Bacharelado e Licenciatura Diurnas em Biologia (**) | Desenho Industrial (Programação Visual) |
| Engenharia Elétrica/Eletrônica | Química diurna (*) | Licenciatura Noturna em Biologia | Desenho Industrial (Projeto de Produto) |
| Engenharia Elétrica/Eletrônica | Matemática diurna (*) | Farmácia (***) | |
| Engenharia Mecânica | Licenciatura Noturna em Física | ||
| Engenharia Metalúrgica/Materiais | Licenciatura Noturna em Química | ||
| Engenharia Naval | Licenciatura Noturna em Matemática | ||
| Engenharia de Produção | Ciências Atuariais | ||
| Engenharia Química | Estatística | ||
| Química Industrial | Informática | ||
| Astronomia | |||
| Geologia | |||
| Meteorologia |
(*) As opções Física, Química e Matemática diurnas subdividem-se em Licenciatura e Bacharelado.
(**) A opção de Bacharelado em Biologia subdivide-se em 5: Biologia Marinha, Biologia Vegetal, Genética, Ecologia e Zoologia.
(***)A opção Farmácia se subdivide em 4: Farmácia, Farmácia Industrial, Farmácia Bioquímica de Análises Clínicas e Farmácia Bioquímica de Indústria e Análise de Alimentos.
Considerando estas subdivisões, alunos de 36 cursos distintos cursam disciplinas do Instituto de Física (embora nas Licenciaturas de Física, de Química e de Matemática os cursos diurno e noturno forneçam o mesmo diploma, as grades curriculares são distintas nos dois horários).
O número de disciplinas do Instituto de Física varia também bastante para cada curso, indo de apenas uma na Farmácia até mais de dez na Astronomia. Como unidade prestadora de serviço o Instituto deve ter uma postura ativa de fornecedor de disciplinas, podendo ser visualizado o fornecimento de disciplinas básicas para outros cursos do CCS e do CLA, como a Arquitetura ou o novo Bacharelado em Biologia "Especialidade Médica" organizado em torno do Instituto de Biofísica, assim como disciplinas para os ciclos profissionais de diversos cursos do CT e do CCMN. No ano de 1997 a Congregação da Escola de Engenharia decidiu fornecer disciplinas de Física Básica, em razão de dificuldades de coordenação entre as suas disciplinas profissionalizantes e as oferecidas pelo IF, dificuldades estas que esperamos sejam em breve superadas. Na hipótese pessimista disto não ocorrer seriam subtraídos dos números acima 560 alunos e 7 opções, resultando em 1234 alunos (20 % do total dos alunos novos da UFRJ) espalhados em 19 opções no CT, no CCMN, no CLA e no CCS (19 % das opções da UFRJ). Uma das razões em examinar os resultados de Vestibular (ver tabelas no Anexo) foi então saber até que ponto estamos ministrando as mesmas disciplinas para alunos com conhecimento prévios de Física muito distintos e outra questão foi a do impacto das mudanças do Vestibular para Engenharia.
Uma terceira questão, que aponta para um futuro de crescente
integração das diversas áreas de Conhecimento
é a da viabilidade de nós oferecermos disciplinas
de Física para outras unidades, como a Medicina e a Arquitetura,
com bom aproveitamento por parte dos alunos. Da mesma forma deveríamos
incentivar nossos alunos de Bacharelado a fazer eletivas em outras
unidades.
1.2) O Bacharelado e a Licenciatura do IF
A segunda peculiaridade do ensino do Instituto de Física é que, apesar da alta qualificação docente e crescente melhoria da infraestrutura de ensino, os seus cursos de bacharelado e de licenciatura, tem uma demanda baixa no Vestibular e formam um número reduzido de profissionais por ano, cerca de 15 bacharéis. O número de formandos da Licenciatura diurna tem sido cerca de 5 por ano. O tempo médio de permanencia dos alunos de graduação no IF é também significativamente superior aos 4 anos ideais, indicando que parte dos alunos que concluíram com sucesso o Bacharelado e/ou a Licenciatura teve problemas graves.(ver tabelas na seção seguinte).
Embora estes baixos números de formandos sejam comuns às
outras instituições de ensino
de Física no Brasil, algumas causas sendo os baixos salários
dos professores de Segundo Grau, o rigor inerente à formação
de um pesquisador e o número desproporcional de vagas oferecidas
no Vestibular (160), o IF tem tomado uma série de providências.
A principal destas mudanças foi o estabelecimento do curso
noturno de Licenciatura, atualmente com maior número de
alunos que o de Bacharelado e já formando as suas primeiras
turmas. Na tabela abaixo listamos algumas destas mudanças.
Reformas do ensino no IF nos últimos dez anos
| Reforma | Ano |
| Criação do LADIF (Laboratório Didático do Instituto de Física) | 1987 |
| Criação da Licenciatura Noturna, com uma coordenação única | 1993 |
| Criação da Comissão de Orientação Acadêmica (COAA) e designação de orientadores acadêmicos para todos os alunos. | 1989 |
| Os vestibulares passaram a ter provas escritas e, posteriormente, passaram a exigir notas mínimas em Português, em Matemática e em Física. | 19861996 |
| Criação dos Projetos Curriculares Integrados | 1993 |
| Reforma do currículo do Bacharelado | 1996 |
| Reforma do ensino de Física Básica | 1996 |
| Começo da implantação das coordenações do ciclo básico e do ciclo profissional diurno. | 1996 |
2)Informações gerais sobre o ensino do IF
2.1) Professores do Instituto de Física
Física I (Mecânica)
Objetivo: Introduzir os conceitos fundamentais da Mecânica, com ênfase na discussão de princípios básicos. Serão também estudadas aplicações em situações que só envolvam integrais ou derivadas de funções simples.
Metodologia: A apresentação da matéria
se dará em duas aulas magnas semanais de 1 hora de duração
cada. Serão usados recursos audiovisuais, computacionais
e, principalmente, demonstrações ilustrativas dos
fenômenos físicos importantes para a fixação
dos conceitos estudados. A fixação desses conceitos
deve ser baseada em atividades durante as quais o aluno tenha
uma postura ativa; para isso os trabalhos serão desenvolvido
em grupos de no máximo 3 alunos quando em Aulas de Laboratório
(3 horas por semana) e de 5 em salas de Trabalhos Dirigidos (3
horas por semana).
Ementa: Modelos em física; Leis de Newton: Cinemática em uma e mais dimensões, Forças simples, Movimento circular; Sistemas de partículas e conservação do momento linear; Centro de massa; Conceitos de trabalho e energia; Conservação da energia; Torque; Momento angular; Movimento do Corpo Rígido com um eixo fixo; Fluidos.
Bibliografia: - Fundamentals of Physics (4th
edition - Extended), D. Halliday, R. Resnick and J. Walker
- John Wiley & Sons, Inc; Curso de Física Básica
(1-Mecânica), H. Moysés Nussenzveig - Editora
Edgard Blücher Ltda.
Física II (Termodinâmica e Eletromagnetismo)
Objetivo: Introduzir os conceitos fundamentais da Termodinâmica e do Eletromagnetismo, com ênfase na discussão de princípios básicos. Estudar aplicações em que as ferramentas matemáticas exigidas estejam ao alcance de um aluno do segundo período.
Metodologia: ver Física I
Ementa: Calor e Temperatura; Teoria cinética dos gases; Primeira Lei da Termodinâmica; Entropia e Segunda Lei da Termodinâmica; Conceito de campo gravitacional e elétrico; Lei de Gauss; Potencial elétrico; Corrente elétrica e circuitos; Campo magnético e Lei de Ampère; Lei de Faraday e Indução; Magnetismo e matéria; Equações de Maxwell.
Bibliografia: - Fundamentals of Physics (4th
edition - Extended), D. Halliday, R. Resnick and J. Walker
- John Wiley&Sons, Inc.; - Curso de Física Básica
(2-), H. Moysés Nussenzveig - Editora Edgard Blücher
Ltda.
Física III (Física Ondulatória
e Corpuscular)
Objetivo: Introduzir os conceitos fundamentais da Física Ondulatória, da Física Quântica e da Física Corpuscular. Por se tratar de um curso introdutório a ênfase será a discussão de princípios básicos. Serão também estudadas aplicações onde as ferramentas matemáticas exigidas estejam ao alcance de um aluno do terceiro período..
Metodologia: ver Física I
Ementa: Oscilações livres, amortecidas e forçadas; Ressonância; Ondas: frequência, comprimento de onda, ondas em cordas; Interferência e ondas estacionárias; Ondas sonoras e eletromagnéticas; Ótica: reflexão, refração, dispersão, interferência e difração; Introdução à Relatividade Especial; Introdução à Física Quântica; Introdução aos Conceitos da Física Moderna.
Bibliografia: - Fundamentals of Physics (4th edition - Extended), D. Halliday, R. Resnick and J. Walker - John Wiley&Sons, Inc.
Métodos Computacionais
Objetivo: Capacitar o aluno a utilizar recursos computacionais
atuais, aprendendo as bases da programação numérica
e algébrica. Conceituar e aplicar tópicos de cálculo
diferencial e integral, de equações diferencias
e de sistemas lineares, sempre abordando fenômenos físicos.
Ementa: Cálculo Numérico: Diferenciação;
Integração (regras do trapézio, de Simpson
e de Bode); Zeros de equações (métodos da
bi-secção, de Newton-Raphson e da secante); Métodos
de Monte-Carlo (geração de números aleatórios
e integração); Matrizes (resolução
de equações matriciais, inversão de matrizes
e cálculo de auto-valores); Equações diferenciais
ordinárias do tipo dy/dx=f(x,y) e d2y/dx2+k(x)y=S(x);
Problemas de auto-valores e condições de contorno.
Cálculo Algébrico: Utilização
de softwares como Derive, Maple e Matemática em problemas
de: Diferenciação, Integração, Equações
diferenciais; Transformações de Fourier e Laplace;
Expansão em série de Taylor; Matrizes(sistemas de
equações lineares, inversão, auto-valores
e auto-vetores) e elaboração de "procedures".
Tópicos adicionais: Aprendizado do FORTRAN, familiarização
com softwares para visualização de dados (Grapher
for Windows, Graftool e Origin) e para tratamento de texto (Word
ou LaTeX), Abordagem de problemas físicos (espalhamento
clássico, modos normais de vibração de cordas,
etc.)
Bibliografia: (a) Cálculo Numérico:- Computational Physics, E.S. Koonin - Benjamin Cummings.; Numerical Recipes - FORTRAN, H. Press et al. - CUP; (b) Cálculo Algébrico: Manuais (DERIVE, MAPLE e MATEMATICA)
Mecânica Clássica I
Objetivo: Desenvolver no aluno uma base sólida dos conceitos e métodos da mecânica clássica da partícula e dos sistemas de partículas. Capacitá-lo a utilizar métodos matemáticos, principalmente análise vetorial e equações diferenciais, para analisar os fenômenos mecânicos da natureza.
Ementa: Elementos de mecânica Newtoniana; Movimento de uma partícula em uma, duas e três dimensões; Movimento de um sistema de partículas; Oscilações lineares e não-lineares; Corpos rígidos; Rotação em torno de um eixo; Estática; Gravitação.
Bibliografia: - Classical Dynamics of Particles and
Systems, J. B. Marion - Academic Press;- Mecânica,
K. R. Symon - Editora Campus, Rio de Janeiro.
Mecânica Clássica II
Objetivo: Fornecer ao aluno elementos básicos de mecânica lagrangiana e hamiltoniana e uma introdução à mecânica dos meios contínuos e às ondas. Capacitar o aluno a utilizar métodos matemáticos, particularmente tensores e cálculo variacional, para resolver problemas de mecânica.
Ementa: Sistema de coordenadas em movimento; Equações de Lagrange; Equações de Hamilton; Introdução à mecânica dos meios contínuos; Teoria de pequenas oscilações.
Bibliografia: - Classical Dynamics of Particles and
Systems,J. B. Marion - Academic Press.; Mecânica,
K. R. Symon - Editora Campus, Rio de Janeiro.
Eletromagnetismo I
Objetivo: Introduzir a teoria eletromagnética de Maxwell, explorando o seu aspecto matemático e aplicações
Ementa: Eletrostática: campo, divergência, rotacional, potencial, trabalho e energia, condutores; Técnicas de cálculo de potenciais: equação de Laplace, método das imagens, separação de variáveis, expansão em multipolos; Eletrostática em meios materiais: polarização, campo de um objeto polarizado, deslocamento elétrico, dielétricos; Magnetostática no vácuo: Lei de Lorentz, Lei de Biot-Savart, divergência, rotacional, potencial vetorial; Magnetostática em meios materiais: magnetização, campo de um objeto magnetizado, campo auxiliar H, meios lineares e não lineares.
Bibliografia: - Introduction to Electrodynamics (2nd Edition)David J. Griffiths - Prentice Hall
Eletromagnetismo II
Objetivo: Introduzir a teoria eletromagnética de Maxwell, explorando o seu aspecto matemático e aplicações
Ementa: Eletrodinâmica: força eletromotriz, lei de Faraday, equações de Maxwell, formulações dos potenciais da eletrodinâmica, energia e momento; Ondas eletromagnéticas: equação de onda, ondas eletromagnéticas em meios não condutores e em meios condutores, dispersão, ondas guiadas; Radiação eletromagnética: radiação de dipolo, radiação de uma carga puntiforma; Teoria da relatividade especial; Mecânica relativista; Eletrodinâmica relativista
Bibliografia: - Introduction to Electrodynamics (2nd
Edition), David J. Griffiths - Prentice Hall
Métodos da Física Teórica I (*)
Objetivo: Apresentar os principais tópicos da matemática necessária ao acompanhamento dos cursos do ciclo profissional, com aplicações referentes a estes cursos.
Ementa: Números complexos; Introdução às funções de variáveis complexas; Teorema de Cauchy; Série de Taylor; Equações diferenciais ordinárias lineares; Equações com coeficientes constantes; Transformada de Laplace; Série de Fourier e aplicação às equações de derivadas parciais
Bibliografia: - Física Matemática,
Eugene Butkov - Guanabara Koogan, Rio de Janeiro.
Métodos da Física Teórica II
(*)
Objetivo: Apresentar os principais tópicos da matemática necessária ao acompanhamento dos cursos do ciclo profissional, com aplicações referentes a estes cursos.
Ementa: Funções de variáveis complexas; Série de Laurent e aplicações ao cálculo de resíduos; Integrais de funções reais; Integral de Fourier; Equações diferenciais ordinárias de segunda ordem; Solução das equações homogênea e não-homogênea; Método de Frobenius; Equações diferenciais parciais; Método de separação de variáveis; Problema de Sturm-Liouville; Funções especiais; Funções de Green; Espaços vetoriais de dimensão infinita.
Bibliografia: - Física Matemática, Eugene Butkov - Guanabara Koogan, Rio de Janeiro.
(*) As ementas de Métodos da Física
Teórica I e II foram elaboradas assumindo os programas
atuais de Cálculo Diferencial e Integral I, II e III. Elas
deverão ser redefinidas uma vez concluidas as mudanças
necessárias nos cursos de Cálculo Diferencial e
Integral I, II e III, mudanças essas mencionadas na Página
16 deste documento, adquirindo o nome de Métodos da Física
Teórica e Métodos Avançados da Física
Teórica.
Mecânica Quântica I
Objetivo: Desenvolver os aspectos conceituais e os princípios básicos da Mecânica Quântica, apresentando-se ao mesmo tempo a parte matemática com detalhe. Estabelecer uma ponte entre as noções elementares de teoria quântica, discutidas na Física Básica e nos experimentos de Física Quântica, e os desenvolvimentos mais formais da Mecânica Quântica estudados na Pós-graduação.
Ementa: Introdução aos conceitos quânticos; Observáveis; Equações de Evolução; Partículas quânticas em uma dimensão; Partículas quânticas em 3 dimensões; A notação de Dirac; O oscilador harmônico em uma dimensão; O momento angular; Potenciais centrais; O Átomo de Hidrogênio.
Bibliografia: - Basic Quantum Mechanics, J. L. Martin - Clarendon Press, Oxford, 1981;- Quantum Mechanics, Cohen-Tannoudij, B. Diu e F. Laloë - John Wiley & Sons, 1982.
Mecânica Quântica II
Objetivo: Desenvolver os aspectos conceituais e os princípios básicos da Mecânica Quântica, apresentando-se ao mesmo tempo a parte matemática com detalhe. Estabelecer uma ponte entre as noções elementares de teoria quântica, discutidas na Física Básica e nos experimentos de Física Quântica, e os desenvolvimentos mais formais da Mecânica Quântica estudados na Pós-graduação.
Ementa: Spin do elétron; Perturbações estacionárias (casos não degenerado e degenerado); Outras aproximações estacionárias: método variacional, método WKB; Perturbações dependentes do tempo; Teoria semiclássica da radiação; Teoria quântica do espalhamento; Partículas idênticas; O paradoxo de Einstein, Podolski e Rosen e a desigualdade de Bell.
Bibliografia: - Basic Quantum Mechanics, J. L. Martin - Clarendon Press, Oxford, 1981;- Quantum Mechanics, Cohen-Tannoudij, B. Diu e F. Laloë - John Wiley & Sons, 1982.
Termodinâmica e Física Estatística
Objetivo: Ensinar os princípios básicos da Física Estatística e da Termodinâmica.
Ementa: Estados de um sistema; Entropia e temperatura; Distribuição de Boltzmann; Radiação térmica; Potencial químico; Gas ideal; Gases de Fermi e Bose; Calor e trabalho; Energia livre de Gibbs. Reações químicas; Transformações de fase; Teoria cinética; Propagação do som em gases. Condução de calor.
Bibliografia: - Thermal Physics, Ch. Kittel and H. Kroemer - W. H. Freeman.;- Fundamentals of Statistical and Thermal Physics, F. Reif - Mc Graw-Hill.;- Thermodynamics and an introduction to Thermostatistics, H. B. Callen - John Wiley&Sons
Laboratório I (Experimentos de Física Quântica)
Objetivo: Introduzir os alunos à Física Contemporânea através da realização de experimentos históricos que marcaram a Física na transição entre os séculos XIX e XX. Visa-se evidênciar e discutir hipóteses básicas da Mecânica Quântica e da Relatividade Restrita. É também necessário aprofundar o conhecimento de técnicas de análise de dados, em especial ajustes de curvas e tratamento de erros, e a capacidade do aluno de apresentar por escrito resultados por ele obtidos.
Ementa: Deverão ser realizadas um mínimo de 8 experiências. Um conjunto não exaustivo delas é: Experiência de Millikan; Medida da relação e/m para o elétron; Radiação de Corpo Negro; Efeito Compton; Difração de Elétrons; Formação de pares; Emissão a; Efeito fotoelétrico; Sistemática de Espectros Atômicos; Experiência de Frank-Hertz; Efeito Zeeman.
Bibliografia: - A ser definida.
Laboratório II (Instrumentação
em Física Contemporânea)
Objetivo: Estudos das técnicas básicas utilizadas nos Laboratórios de Física Contemporânea existentes no IF-UFRJ
Ementa: Introdução à intrumentação analógica e digital: filtros passivos, dispositivos semicondutores, amplificador operacional, portas lógicas, multivibradores e osciladores; Introdução ao tratamento analógico de sinais: converões analógico/digital e digital/analógica, ruídos e interferências, amplificadores "lock-in", monocanal e multicanal, módulos NIM, microprocessadores, interfaceamento com microcomputadores, transdutores; Introdução à tecnologia de vácuo e deposição de filmes finos; Criogenia.
Bibliografia: A ser definida.
Laboratório III (Matéria Condensada)
Objetivo: Realizar experimentos em Física da Matéria Condensada relacionados com as áreas de pesquisa ativas no IF-UFRJ.
Ementa: Ótica: Difração de Bragg (laser ou microondas); interferometria ótica, ótica física, birefringência e rotação de Faraday; Fibras óticas, abertura numérica e atenuação da radiação.Termodinâmica e Física Estatística: Sistemas de muitos elétrons; condutividade elétrica e térmica em metais, semicondutores e isolantes; termometria; calor específico de sólidos.Física dos Semicondutores: Noções de teoria de bandas, massa efetiva, mobilidade dos portadores de carga; influência de impurezas tipo N e P. Física da junção PN, diodos, diodo Zener e de efeito tunel, efeito Hall, Transistores bipolares e de efeito de campo.Introdução ao Magnetismo: Diamagnetismo, paramagnetismo e ferromagnetismo; Produção e medida de campos magnéticos; Métodos de medidas de magnetização e suscetibilidade, Histerese magnética; Princípios de ressonância magnética.Introdução à supercondutividade: Materiais supercondutores e sua caracterização por medidas de transporte e magnéticas; Efeito Josephson e Squid.
Bibliografia: A ser definida.
Laboratório IV (Física Atômica, Molecular, Nuclear e de Partículas)
Objetivo: Realizar experimentos em Física Atômica, Molecular, Nuclear e de Partículas Elementares relacionadas com as áreas de pesquisa ativas no IF-UFRJ. Alguns tópicos dependerão de visitas a instituições externas à UFRJ.
Ementa: Produção e detecção de raios X contínuos e de linhas; Eletrons Auger; Fontes de íons e aceleradores; Fontes radioativas; Interação de partículas e da radiação com a matéria; Detetores de partículas e de radiação; Proteção Radiológica; Análise de trajetórias de partículas elementares.
Bibliografia: A ser definida .-
Física Atômica e Molecular e Óptica
Objetivo: Proporcionar ao aluno uma formação básica em Física Atômica e Molecular e Óptica.
Ementa: Átomos de um, dois e muitos elétrons; Método de Hartree-Fock; Interação de átomos com campos eletromagnéticos; Espectros atômicos e radiação; Lasers; Estrutura molecular; Aproximação de Born-Oppenheimer; Espectros moleculares; Colisões atômicas: elétron-átomo e átomo-átomo em diferentes regimes de velocidades; Tópicos especiais: jatos supersônicos, armadilha de átomos e íons, átomos e moléculas frios.
Bibliografia: - Physics of atoms and molecules, B.
H. Bransden and C. J. Joachain - LongmanGroup Ltd. (1984).;
Artigos de atualidade sobre os tópicos especiais.
Física Nuclear e de Partículas Elementares
Objetivo: Apresentar os conceitos fundamentais da Física Nuclear e de Partículas Elementares. Estudar modelos nucleares fenomenológicos, o modelo padrão e processos usados para aceleração e deteção de partículas.
Ementa: Espalhamento de Rutherford; Núcleos estáveis e instáveis; Modelos Nucleares: gota líquida, gás de Fermi, modelo de camadas e modelos coletivos; Decaimentos alfa, beta e gama; Aplicações da Física Nuclear: fissão, fusão, energia nuclear e datação; Deteção e aceleração de partículas; Fenomenologia de Partículas Elementares; Simetrias: teorema CPT; Apresentação do Modelo Padrão e de algumas extensões; Astrofísica.
Bibliografia: - Introduction to Nuclear and Particle
Physics, Ashok Das and Thomas Ferbel - John Wiley &
Sons; - Nuclear and Particle Physics, W. S. C. Williams
- Oxford Science Publications.
Física da Matéria Condensada
Objetivo: Apresentar os conceitos fundamentais na Física da Matéria Condensada. Exemplificar a relevância da identificação de simetrias na solução de problemas eletrônicos, estruturais e magnéticos em sólidos periódicos. Fornecer aos alunos uma base adequada para o estudo de tópicos mais avançados como sistemas desordenados, teoria BCS da supercondutividade e efeito Hall quântico.
Ementa: Modelos de Drude e Sommerfeld para metais; Redes cristalinas; Rede recíproca; Elétrons em potencial periódico; Aproximação de elétron quase livre e de elétron fortemente ligado; Descrição semiclássica da dinâmica de elétrons em sólidos; Coesão cristalina; Isolantes, semicondutores e metais; Vibrações cristalinas, fônons; Propriedades magnéticas da matéria; Aplicações específicas que devem variar de semestre para semestre conforme motivação do professor e da turma.
Bibliografia: - Solid State Physics,Ashcroft and
Mermin - Saunders College Publishing (1976);Introduction to
Solid State Physics, C. Kittel - John Wiley & Sons,
7th Edition.;Solid State Physics: An Introduction to
Theory and Experiments, Ibach and Lüt - Springer-Verlag
(1993)
2.3) Grade curricular do Bacharelado do IF
Os alunos que ingressaram a partir de 96/2 seguem
o novo currículo cuja grade curricular é apresentada
a seguir. Para a conclusão do curso de Físico será
necessário a aprovação em disciplinas equivalentes
a 130 créditos distribuidos conforme a tabela abaixo.
| Disciplinas do Básico | 52 créditos |
| Disciplinas do Profissional | 66 créditos |
| Disciplinas Eletivas de Livre Escolha | 4 créditos |
| Disciplinas Eletivas de Escolha Restrita | 8 créditos |
| Total | 130 créditos |
Física I (5cr - 6h) Física Experimental I (1cr -2h) Cálculo Diferencial e Integral I (6cr 6h) Computação (3cr - 4h) | Física II (5cr - 6h) Física Experimental (1cr - 2h) Cálculo Diferencial e Integral II (4cr - 4h) Álgebra Linear II (4cr - 4h) |
Física III (5cr - 6h) Física Experimental III (1cr - 2h) Cálculo Diferencial e Integral III (4cr - 4h) Química Experimental (3cr - 4h) Métodos Computacionais da Física (4cr - 4h) | Física IV (5cr - 6h) Física Experimental IV (1cr - 2h) Métodos da Física Teórica I (4cr - 4h) Mecânica Clássica I (4cr - 4h) Eletiva de livre escolha (4cr - 4h) |
Mecânica Clássica II (4cr - 4h) Eletromagnetismo I (4cr - 4h) Laboratório I (4cr - 6h) Métodos da Física Teórica II (4cr - 4h) | Mecânica Quântica I (4cr - 4h) Termodinâmica e Física Estatística (6cr - 6h) Eletromagnetismo II (4cr - 4h) Laboratório II (4cr - 6h) |
Mecânica Quântica II (4cr - 4h) Laboratório III (4cr - 6h) Física Atômica, Molecular e Ótica (4cr - 4h) Física Nuclear e de Partículas (4cr - 4h) | Laboratório IV (4cr - 6h) Física da Matéria Condensada (4cr - 4h) Eletiva de escolha restrita (4cr - 4h) Eletiva de escolha restrita (4cr - 4h) |
2.4) INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE
AS DISCIPLINAS DO BACHARELADO DE FÍSICA
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AS DISCIPLINAS SOMBREADAS NÃO
FORAM OFERECIDAS EM 97/1.
OBS. : AS DISCIPLINAS DESTE GRUPO QUE JÁ FORAM
CURSADAS PODERÃO TAMBÉM SER COMPUTADAS COMO DE
LIVRE ESCOLHA CASO O ALUNO JÁ TENHA OBTIDO OS 8 CRÉDITOS
REQUERIDOS.
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AS DISCIPLINAS SOMBREADAS NÃO
FORAM OFERECIDAS EM 97/1.
AS DISCIPLINAS SOMBREADAS NÃO FORAM OFERECIDAS EM 97/1.
OBS. : AS DISCIPLINAS DESTE GRUPO QUE TAMBÉM JÁ
FORAM CURSADAS PODERÃO SER COMPUTADAS COMO DE ESCOLHA RESTRITA
OU DE LIVRE ESCOLHA CASO O ALUNO JÁ POSSUA OS 24 CRÉDITOS
REQUERIDOS.
O ALUNO DEVERÁ OBTER 7 CRÉDITOS CURSANDO DISCIPLINAS
ELETIVAS DE LIVRE ESCOLHA E 8 CRÉDITOS CURSANDO DISCIPLINAS
DE ESCOLHA RESTRITA.
AS DISCIPLINAS DE ESCOLHA RESTRITA ATUALMENTE EXISTENTES SÃO
AQUELAS LISTADAS NA TABELA DE DISCIPLINAS DE ESCOLHA CONDICIONADA
DO PROFISSIONAL E AS QUE SEGUEM:
OBS. : NÃO ESTÁ PREVISTO O OFERECIMENTO DESSAS
DISCIPLINAS EM 97/1.
(*) ESSA DISCIPLINA SERÁ OFERECIDA COM O NOME DE MÉTODOS
COMPUTACIONAIS EM FÍSICA I. VIDE QUADRO DE DISCIPLINAS
ELETIVAS DE ESCOLHA CONDICIONADA (BÁSICO) DO CURSO DE FÍSICO.
2.5) INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE
AS DISCIPLINAS DA LICENCIATURA DIURNA DE FÍSICA
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AS DISCIPLINAS SOMBREADAS NÃO
FORAM OFERECIDAS EM 97/1.
OBS. : AS DISCIPLINAS DESTE GRUPO QUE JÁ FORAM
CURSADAS PODERÃO TAMBÉM SER COMPUTADAS COMO
DE LIVRE ESCOLHA CASO O ALUNO JÁ TENHA OBTIDO OS 8 CRÉDITOS
REQUERIDOS.
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AS DISCIPLINAS SOMBREADAS NÃO FORAM
OFERECIDAS EM 97/1.
| Disc. Pedagógica da Fac. de Educ. | |||||
A INSCRIÇÃO NAS DISCIPLINAS PEDAGÓGICAS DEVE SER FEITA
NA FACULDADE DE EDUCAÇÃO.
| Disc. Pedagógica da Fac. de Educ. | |||||
AS DISCIPLINAS SOMBREADAS NÃO
FORAM OFERECIDAS EM 97/1.
A INSCRIÇÃO NAS DISCIPLINAS
PEDAGÓGICAS DEVE SER FEITA NA FACULDADE DE EDUCAÇÃO.
2.6) INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE AS DISCIPLINAS
DA LICENCIATURA NOTURNA DE FÍSICA
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| Introdução à Física |
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| Cálculo I |
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| Cálculo Vetorial e Geometria Analítica |
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| Química Geral I |
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| Português Instrumental I | |||||
| Mecânica da Partícula |
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| Laboratório de Física Básica I | |||||
| Cálculo II |
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| Inglês Instrum. I | |||||
| Laboratório Física Básica II |
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| Mec. do Sistema e Física Térmica |
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| Cálculo III |
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| Introdução ao Eletromagnetismo |
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| Lab.Eletromag. | |||||
| Cálculo IV |
| ||||
| Fund. Fil. da Edu. | |||||
| Computação I | |||||
| Intr.Fís.Ondulatória |
| ||||
| Laboratório de Física Ondulatória |
| ||||
| Psicol. da Educação I | |||||
| Sociol. da Educação I | |||||
| Informática no Ensino da Ciência | |||||
| Mecânica Newtoniana |
| ||||
| Lab. de Física Moderna Eletrônica | |||||
| Tóp. de Fís. Mod. | |||||
| Instr. para o Ensino | |||||
| Didática Geral | |||||
| Didát. Esp. da Física I | |||||
| Prática Ens. de Física I | |||||
| Intr. à Termodinâmica |
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| Física da Radiações |
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| Didat. Esp. da Física II | |||||
| Tóp. De Eletromag. |
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| Projetos de Instrumentação |
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| Física Moderna I |
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| Fís. das Radiações |
2.7) Demanda no Vestibular para o IF
| Ano | Vagas | Índice Candidato/Vaga |
| 1972 | 120 | 2.74 |
| 1973 | 120 | 1.95 |
| 1974 | 120 | 2.35 |
| 1975 | 120 | 2.37 |
| 1976 | 120 | 3.55 |
| 1977 | 120 | 2.62 |
| 1978 | 100 | 3.75 |
| 1979 | 100 | 4.70 |
| 1980 | 100 | 5.17 |
| 1981 | 100 | 6.02 |
| 1982 | 100 | 4.45 |
| 1983 | 100 | 3.99 |
| 1984 | 100 | 3.89 |
| 1985 | 100 | 2.46 |
| 1986 | 100 | 2.25 |
| 1987 | 100 | 2.07 |
| 1988 | 100 | 1.80 |
| 1989 | 100 | 2.04 |
| 1990 | 100 | 3.16 |
| 1991 | 100 | 1.75 |
| 1992 | 120 | 2.85 |
| 1993 (Diurno) | 120 | 1.95 |
| 1993 (Lic. Noturna) | 40 | 2.00 |
| 1994 (Diurno) | 120 | 1.90 |
| 1994 (Lic. Noturna) | 40 | 1.40 |
| 1995 (Diurno) | 120 | 1.70 |
| 1995 (Lic. Noturna) | 40 | 2.33 |
| 1996 (Diurno) | 120 | 1.98 |
| 1996 (Lic. Noturna) | 40 | 1.70 |
| 1997 (Diurno) | 120 | |
| 1997 (Lic. Noturna) | 40 | |
| 1998 (Diurno) | 120 | 2,01 |
| 1998 (Lic. Noturna) | 40 | 1,95 |
Até 1992 (inclusive) os dados são da secretaria
de Graduação do Instituto de Física, após
essa data são do DRE.
2.8) Número de formandos no IF: Bacharéis (B), Licenciados (L) e Físicos Tecnólogos (T)
| Ano | Bacharel | Licenciado | FísicoTecnólogo |
| 1970 | 18 | 3 | 13 |
| 1971 | 13 | 17 | 43 |
| 1972 | 21 | 5 | 59 |
| 1973 | 29 | 16 | 68 |
| 1974 | 26 | 43 | 49 |
| 1975 | 20 | 49 | 2 |
| 1976 | 17 | 50 | 0 |
| 1977 | 29 | 24 | 1 |
| 1978/1 | 26 | 11 | 0 |
| 1978/2 | 11 | 0 | 0 |
| 1979 | 36 | 6 | 1 |
| 1980/1 | 26 | 0 | - |
| 1980/2 | 31 | 24 | - |
| 1981/1 | 24 | 0 | - |
| 1981/2 | 11 | 16 | - |
| 1982/1 | 5 | 4 | - |
| 1982/2 | 18 | 5 | - |
| 1983/1 | 11 | 7 | - |
| 1983/2 | 7 | 7 | - |
| 1984/1 | 7 | 3 | - |
| 1984/2 | 10 | 17 | - |
| 1985/1 | 8 | 3 | - |
| 1985/2 | 16 | 8 | - |
| 1986/1 | 10 | 4 | - |
| 1986/2 | 11 | 13 | - |
| 1987/1 | 8 | 5 | - |
| 1987/2 | 9 | 8 | - |
| 1988/1 | 7 | 3 | - |
| 1988/2 | 9 | 7 | - |
| 1989/1 | 2 | 0 | - |
| 1989/2 | 9 | 2 | - |
| 1990/1 | 8 | 1 | - |
| 1990/2 | 13 | 2 | - |
| 1991/1 | 12 | 2 | - |
| 1991/2 | 5 | 2 | - |
| 1992/1 | 14 | 1 | - |
| 1992/2 | 7 | 1 | - |
| 1993/1 | 6 | 0 | - |
| 1993/2 | 3 | 3 | - |
| 1994/1 | 12 | 6 | - |
| 1994/2 | 7 | 0 | - |
| 1995/1 | 7 | 3 | - |
| 1995/2 | 2 | 3 | - |
| 1996/1 | 9 | 3 | - |
| 1996/2 | 4 | 0 | - |
2.9) Número de formandos do IF por década:
valores absolutos e relativos aos ingressantes
| Período | Bacharel | Licenciado | Físico Tecnólogo |
| 1970-1996 | 594 (18,7%) | 385 (12,1 %) | 236 (7,4 %) |
| 1970-1979 | 246 (21,2%) | 222 (19,1 %) | 236 (20,3 %) |
| 1980-1989 | 239 (23,9 %) | 136 (13,6 %) | - |
| 1990-1996 | 109 (15,7 %) | 27 (3,86 %) | - |
Os valores relativos apresentados acima foram obtidos dividindo
os números de formandos e de ingressantes para um dado
período. Como na década de 80 o ingresso anual foi
de 100 e na década de 90 aumentou em média 27,5
%, e como a maior parte destes últimos ainda não
teve tempo de se formar, os números relativos de formandos
nesta última década estão similarmente subestimados.
Poucos dos ingressantes no curso de Licenciatura Noturna tiveram
tempo hábil para se formar.
2.10) Permanência média dos formandos
do Bacharelado
| Último semestre letivo | Permanência (anos) | Número de formandos | Último semestre letivo | Permanência (anos) | Número de formandos |
| 1972/2 | 3,5 | 21 | 1973/1 | 5,6 | 5 |
| 1973/2 | 4,2 | 19 | 1974/1 | 5,3 | 7 |
| 1974/2 | 5,0 | 12 | 1975/1 | 4,7 | 8 |
| 1975/2 | 4,6 | 11 | 1976/1 | 5,5 | 6 |
| 1976/2 | 4,9 | 21 | 1977/1 | 4,5 | 8 |
| 1977/2 | 4,6 | 26 | 1978/1 | 5,0 | 11 |
| 1978/2 | 5,0 | 23 | 1979/1 | 6,6 | 13 |
| 1979/2 | 4,9 | 13 | 1980/1 | 5,9 | 13 |
| 1980/2 | 5,1 | 39 | 1981/1 | 4,9 | 13 |
| 1981/2 | 5,1 | 14 | 1982/1 | 6,3 | 5 |
| 1982/2 | 5,1 | 18 | 1983/1 | 4,6 | 10 |
| 1983/2 | 5,0 | 8 | 1984/1 | 5,4 | 4 |
| 1984/2 | 4,8 | 10 | 1985/1 | 5,0 | 8 |
| 1985/2 | 5,4 | 16 | 1986/1 | 5,2 | 10 |
| 1986/2 | 5,2 | 9 | 1987/1 | 5,6 | 8 |
| 1987/2 | 4,3 | 9 | 1988/1 | 8,9 | 8 |
| 1988/2 | 4,9 | 9 | 1989/1 | 6,0 | 2 |
| 1989/2 | 5,2 | 9 | 1990/1 | 6,1 | 7 |
| 1990/2 | 5,9 | 13 | 1991/1 | 5,6 | 12 |
| 1991/2 | 9,0 | 5 | 1992/1 | 7,5 | 14 |
| 1992/2 | 5,9 | 7 | 1993/1 | 6,2 | 5 |
| 1993/2 | 4,9 | 10 | 1994/1 | 7,2 | 7 |
| 1994/2 | 5,0 | 10 |
3) Conclusões
3.1) Vestibular
Há uma grande diversidade acadêmica nos alunos que atualmente cursam disciplinas do IF, para isto sendo escolhido um indicador simples e direto - o resultado do aluno que entra na UFRJ na prova de Física do Vestibular (ver tabelas no Anexo) . Há evidentemente mudanças de ano a ano, com as notas caindo de 94 a 96 e subindo em 97, mas este fenomeno ocorre simultaneamente em todas as opções. A escolha dos indicadores do melhor resultado (nota maior ou igual a 5) e do resultado médio (notas entre 3 e 5) não quer dizer, em hipótese alguma, que os alunos fora destes grupos não terão chance e sim que provavelmente terão que realizar um esforço maior e necessitarão ser mais diretamente apoiados nas disciplinas que cursarem.
Há uma enorme diversidade quanto à base prévia em Física de nossos alunos do CT, agravada pela mudança no Vestibular da Engenharia. Esta mudança não justifica no entanto índices de reprovação altos na Engenharia pois, embora o percentual de melhores alunos em Física tenha caído (os que tiveram nota 5 no Vestibular) manteve-se uma clara maioria de alunos com notas médias e boas (nota3), exceto nas opções Naval e Metalúrrgica. No caso da Engenharia Química, com rendimentos no Vestibular abaixo destas duas opções, a unidade tomou a providência de reduzir o número de vagas e abrir o curso de Química Industrial, sendo previsível uma melhora.
Há uma diversidade maior dos nossos alunos do CCMN, tanto dentro de opções específicas quanto comparando resultados médios de opções distintas. Os resultados médios no Vestibular dos alunos do CCMN são claramente inferiores aos do CT. Enquanto os que se dirigem às opções do Instituto de Matemática (exceto a Licenciatura Noturna) ainda mantem uma maioria de alunos com médio e bom rendimento, o quadro é diferente para as outras três unidades. Existe cerca de 5 a 20 % de ingressantes com nota igual ou maior que 5,0 enquanto o número de ingressantes com notas médias ou boas varia de 10 a 50 %.
3.2) Ensino básico do IF
A lei 5540, que criou o Ciclo Básico, lhe dava três atribuições: (a) sanar deficiências do Segundo Grau, verificadas no Vestibular, (b) orientar profissionalmente os alunos e © dar a base para as disciplinas dos Ciclos Profissionais de cada opção. A exigência de opção prévia detalhada já invalidou o segundo objetivo. A existência de números de vagas absurdos nos cursos do CCMN, juntamente com essa opção profissional, levou a uma grande heterogeneidade em nossos alunos do CT e do CCMN, dificultando o cumprimento do primeiro objetivo. Finalmente, a existência de facto desta especialização facilita por outro lado que forneçamos disciplinas com aplicações específicas de cada área, o que não quer dizer, em hipótese alguma, que sejam disciplinas menos físicas ou de padrão acadêmico mais baixo.
O Instituto de Física tem que refletir profundamente sobre o quadro atual do CT e do CCMN e da chamada 'crise do ensino básico'.. Deve ser claro no entanto que uma das razões da discussão do ensino básico no IF ter se tornando mais acesa nos últimos anos é que agora esta saiu da esfera dos grupos, razoavelmente estáveis, que ministravam as oito disciplinas básicas, eliminando de vez a estrutura de cátedras. Agora é possível que nosso corpo docente ministre o leque completo dessas disciplinas. Uma outra razão é a dimi-nuição do mercado de trabalho para profissionais nas áreas de Engenharia, de Engenharia Química e de Geologia nos últimos 15 anos, diminuição esta devida tanto à recessão da década passada quanto à saturação do mercado de trabalho do Rio de Janeiro. Com essa queda houve uma natural redução da demanda no Vestibular dessas profissões, antes similar à da Medicina, e passou a ocorrer o ingresso de alunos eventualmente menos qualificados, como os dados do Vestibular mostram. Estes são no entanto os nossos alunos reais e temos que atender às necessidades das unidades do CT e do CCMN, as nossas principais `clientes'. A política tradicional das 8 disciplinas básicas, com as suas coordenações autonomas, a se reportar eventualmente a quatro de-partamentos de Física autonomos, foi usualmente a de cursos idênticos para todas as especialidades mesmo que a qualificação dos alunos variasse muito, com o argumento sofístico `a Física é sempre a mesma', o que sempre acarretou índices elevados de reprovação no CCMN e agora está acarretando no CT. As decisões recentes da Congregação da Escola de Engenharia mostram que isto não é mais aceitável. Mas como dar um reforço especial para os alunos com falhas de formação, que já são uma minoria substancial no caso do CT e sempre foram uma clara maioria no caso do CCMN? A existência de estudos dirigidos e atividades de-monstrativas, como previsto na nossa Reforma de Ensino Básico e já implementado em Física I, é um passo importante nessa direção, tendo se revelado muito bem sucedido. Outro passo importante é que cada professor se esforce em considerar a opção profissional da sua turma dando exemplos motivadores que mostrem a aplicação de sua disciplina na sua profissão (este é o terceiro objetivo do Básico) ou mesmo em outras. Isto pode ser difícil mas é essencial.
Atualmente o IF satisfaz-se apenas em oferecer disciplinas exigidas pelos currículos mínimos de diversas profissões liberais, numa espécie de reserva de mercado assegurada por lei, mas além destas unidades atualmente atendidas pelo IF, várias outras com quem deveríamos entrar em contato para avaliar o interesse em novas disciplinas básicas.
Em todos os exemplos acima, essas disciplinas poderiam ajudar também aos nossos alunos que desejassem cursar eletivas nessas unidades e a estabelecer pontos de contato para futuros projetos interdisciplinares.
Finalmente, o Instituto de Física tem que assumir que está em posição privilegiada para formar os profissionais do futuro, cada vez mais necessitando de formação multidisciplinar, e isto em parte por já lidarmos com alunos oriundos de opções profissionais bem distintas, devendo entrar em contato com outras unidades possíveis interessadas em disciplinas de Física. Esta vantagem de lidarmos com profissionais muito distintos necessita no entanto ser bem administrada, para evitar a tentação de fornecer disciplinas uniformes para alunos com necessidades muito distintas (por exemplo, ensinar igual a um biólogo e a um engenheiro), assim como fornecer disciplinas bastante distintas para alunos que tem necessidades similares (por exemplo, um farmaceutico e um químico industrial).
3.3) O Bacharelado e a Licenciatura do Instituto de Física
Similarmente aos problemas de ensino básico, os problemas do Bacharelado e da Licenciatura não eram similarmente discutidos no passado de uma forma eficiente pois estes cursos estavam fragmentados em quatro departamentos totalmente autonomos e sem um fluxo significativo de professores entre eles, levando a repetições e à inexistência de coordenações. Por exemplo, depois de uma descrição das experiências básicas da Física Moderna, feita nas últimas semanas da disciplina Física IV (FIM) havia uma introdução à Mecânica Quântica, feita em Física Moderna I (FIN), sem contato nem com Física Moderna Experimental I (FIS) nem com a Mecânica Quântica I (FIT). Não é de espantar que houvesse redundâncias. O nosso grande desafio nos últimos anos foi o de permitir o intercâmbio de professores, e com isso permitindo que as disciplinas saíssem de suas rotinas, mas ir muito além disto. Foi melhorada substancialmente a infraestrutura de ensino, foi repensado em profundidade o Bacharelado, criada a Licenciatura Noturna e feitas várias outras reformas.
Graças à Licenciatura Noturna, voltamos a cumprir um papel essencial na Sociedade, o de formar profes-sores para o Segundo Grau. Como é claro pelas estatísticas do Vestibular há uma demanda razoável pelo curso noturno e, embora haja poucos alunos com nota maior que 5 na prova de Física há um número significativo com nota acima de 3 (no ano de 97 foram a maioria). Necessitamos talvez aumentar a oferta de vagas e melhorar a infraestrutura para estes alunos.
A reforma do Bacharelado permitiu que voltássemos
a discutir o mercado de trabalho fora dos departamentos universitários
de Física pois agora nossos alunos podem cursar eletivas
oferecidas pelos diversos departamentos da UFRJ - Astronomia,
Química, Geologia, Engenharia de Materiais, Engenharia
Biomédica, etc - e que lhes abrirão outros campos
de trabalho. O IF tem que ampliar também o leque de eletivas
que oferece e que permitam o efetivo contato com essas áreas,
tanto de pesquisa básica quanto aplicada, algumas podendo
ser as mesmas que ofereceremos a outras unidades. Como exemplos
em áreas aplicadas temos Introdução a Laser
(essencial em Oftalmologia, em Instrumentação Biomédica
e em diversas áreas de Engenharia), Introdução
à Cristalografia (importante para a Geologia e a Química),
Holografia (essencial para a Comunicação Visual
e para testes de deformação de peças em Engenharia),
Introdução à Ressonância Magnética
Nuclear (essencial hoje no diagnóstico médico),
Introdução a Ressonância Paramagnética
Eletrônica (técnica fundamental na química
analítica), Física da Interação de
Elétrons e Íons com a Matéria (essencial
na produção de novos materiais, na microeletrônica,
em diversas técnicas de análise e em terapias de
can-cer) ou Física da Radiação Gama e X (essencial
em diagnóstico médico e em ensaios não destrutivos
de peças). Estas e outras disciplinas são importantes
para alunos de outras áreas mas também para nossos
pró-prios alunos. Embora tenhamos profissionais capazes
de ministrá-las e, na maioria dos casos, laboratórios
equipados de pesquisa nessas áreas, sua organização
deve ser discutida com as unidades interessadas, idealmente sendo
ministradas em conjunto com docentes dessas unidades, o que permitirá
a apresentação detalhada e atualizada de suas aplicações.
É importante discutir a formação de Bacharéis
que atuarão fora da área tradicional de Física,
quer realizando pesquisa quer em outras atividades de nível
superior, e a viabilidade da criação de bacharelados
especializados para essas diversas áreas. O IF já
teve uma experiência neste sentido no início dos
anos 70, o físico-tecnólogo. Na época no
entanto sua infraestrutura e os seus recursos humanos eram muito
menores que os de hoje, e os alunos não cursavam disciplinas
do Centro de Tecnologia, problemas estes que levaram ao encerramento
desta experiência. Para evitar que isto ocorra, a viabilidade
de eventuais novos bacharelados ou de disciplinas criadas pelo
IF tem que ser analisada dentro de um ambiente interdisciplinar,
interagindo com as unidades correspondentes da UFRJ, e com uma
avaliação real de seus objetivos e da sua demanda.
4) Anexos
Nas tabelas abaixo, o grupo 1 do Vestibular corresponde ao CCS, o grupo 2 ao CT e ao CCMN, com a exclusão da Geografia, e o grupo 3 é formado, essencialmente, pelo Desenho Industrial e pela Arquitetura. Estes três grupos fazem a mesma prova de Física no Vestibular (referida como a prova do dia 3), enquanto as áreas humanas e sociais, que incluem a Pedagogia, fazem outra prova mais fácil. O curso de Pedagogia, marcado com *, está mencionado como exemplo das dificuldades da integração na área do ensino de Ciências pois o seu resultado é dos piores dessa tabela. Os percentuais da terceira e da quarta colunas são calculados em relação ao total, dado na segunda coluna. Estes percentuais indicam o número de alunos que terão dificuldades médias ou pequenas, respectivamente, para acompanhar as disciplinas de Física. Opções profissionais onde estes percentuais são baixos indicam maiores deficiências a sanar vindas da Física do se-gundo grau. As opções profissionais estão agrupadas por centro e, dentro de cada centro, em ordem decres-cente do percentual de alunos que obteve nota igual ou maior que três na prova de Física. Os alunos dos cursos marcados em itálico não tem disciplinas oferecidas pelo IF, embora haja pontos de contato com a Física e haja um rendimento mínimo que indica a viabilidade dessas disciplinas, como discutido nas Conclusões.
4.1) Resultados da prova de Física do Vestibular para candidatos classificados no ano de 1994
| Curso ou grupo de cursos | Classificados (Total) | Classificados (nota 3,0) | Classificados (nota 5,0) | Média | Desvio padrão |
| grupos 1+2+3 | 3.093 | 2.320(75%) | 1.220(39%) | 4,30 | 1,951 |
| Arquitetura (CLA) | 234 | 192(82,0%). | 52(22,2%) | 4,05 | 1,252 |
| Desenho Industrial(CLA) | 98 | 57 (58,1 %) | 22 (22,4 %) | 3,92 | 1,256 |
| Medicina (CCS) | 192 | 192 (100 %) | 187 (97,4 %) | 6,94 | 1,151 |
| Odontologia(CCS) | 80 | 80 (100 %) | 67 (83,8 %) | 5,78 | 1,011 |
| Microbiologia(CCS) | 34 | 31 (91,2 %) | 7 (20,6 %) | 4,24 | 1,383 |
| Farmácia (CCS) | 141 | 113 (80,1 %) | 29 (20,6 %) | 3,85 | 1,124 |
| Nutrição(CCS) | 71 | 52 (73,2 %) | 6 (8,5 %) | 3,55 | 1,240 |
| Biologia (CCS) | 157 | 114 (72,6 %) | 24 (15,3 %) | 3,71 | 1,253 |
| Biologia-Modalidade médica (CCS) | 28 | 17 (60,7 %) | 10 (35,7 %) | 3,76 | 1,763 |
| Engenharia (CT) | 546 | 542 (99,3 %) | 419 (76,7 %) | 5,91 | 1,445 |
| Engenharia Química (CT) | 237 | 228 (96,2 %) | 141 (59,5 %) | 5,36 | 1,463 |
| Matemática (CCMN) | 251 | 228 (90,8 %) | 149 (59,4 %) | 5,17 | 1,696 |
| Meteorologia (CCMN) | 28 | 14 (50 %) | 4 (14,3 %) | 3,04 | 1,796 |
| Química (CCMN) | 89 | 53 (59,6 %) | 13 (!4,6 %) | 3,25 | 1,392 |
| Geologia (CCMN) | 49 | 19 (38,8 %) | 4 (8,2 %) | 2,74 | 1,146 |
| Astronomia (CCMN) | 26 | 9(34,6%) | 4(15,4%) | 2,81 | 1,373 |
| Física(CCMN) | 151 | 46 (30,4 %) | 26 (17,2 %) | 3,62 | 1,677 |
| Pedagogia (CFCH)* | 50 | 19 (38,0 %) | 4 (8,0 %) | 2,81 | 1,050 |
4.2) Resultados da prova de Física do Vestibular para candidatos classificados no ano de 1995
| Curso ou grupo de cursos | Classificados (Total) | Classificados (nota 3,0) | Classificados (nota 5,0) | Média | Desvio padrão |
| grupos 1+2+3 | 2.998 | 1.592(53%) | 646(21,5 %) | 3,77 | 2,100 |
| Arquitetura (CLA) | 240 | 95(39,6%). | 21(8,8%) | 2,76 | 1,443 |
| Desenho Industrial Prog.Visual (CLA) | 50 | 30 (60,0 %) | 1 (2,0 %) | 2,97 | 1,023 |
| Desenho Industrial Proj. Prod. (CLA) | 50 | 13 (26,0 %) | 1 (2,0 %) | 2,30 | 0,853 |
| Medicina (CCS) | 192 | 190 (99,0 %) | 151 (78,6 %) | 5,92 | 1,297 |
| Odontologia(CCS) | 80 | 79 (98,8 %) | 44 (55,0 %) | 5,07 | 1,245 |
| Microbiologia(CCS) | 35 | 14 (40,0 %) | 2 (5,7 %) | 2,65 | 1,196 |
| Farmácia (CCS) | 144 | 53 (36,8 %) | 11 (7,6 %) | 2,77 | 1,306 |
| Nutrição(CCS) | 72 | 9 (12,5 %) | 1 (1,4 %) | 1,87 | 0,906 |
| Biologia-Diurno (CCS) | 120 | 50 (41,7 %) | 7 (5,8 %) | 2,73 | 1,154 |
| Biologia-Licenciatura. Noturna (CCS) | 40 | 2 (5,0 %) | 0 (0,0 %) | 1,57 | 0,559 |
| Biologia-Modalidade médica (CCS) | 30 | 16 (53,3 %) | 1 (3,3 %) | 2,87 | 1,204 |
| Engenharia Civil(CT) | 120 | 100 (83,3 %) | 32 (16,7 %) | 4,12 | 1,192 |
| Engenharia Eletrônica (CT) | 80 | 78 (97,5 %) | 59 (73,8 %) | 6,03 | 1,669 |
| Engenharia Eletrotécnica (CT) | 60 | 54 (90,0 %) | 22 (36,7 %) | 4,29 | 1,219 |
| Engenharia Mecânica (CT) | 100 | 98 (98,0 %) | 49 (49,0 %) | 5,01 | 1,292 |
| Engenharia Metalúrgica (CT) | 50 | 36 (72,0 %) | 7 (14,0 %) | 3,67 | 1,176 |
| Engenharia Naval (CT) | 70 | 52 (74,3 %) | 11(15,7 %) | 3,72 | 1,386 |
| Engenharia Produção (CT) | 80 | 80(100%) | 61(76,3%) | 5,65 | 1,346 |
| Total da Escola de Engenharia | 560 | 498(88,9%) | 241(43,0%) | 4,70 | |
| Engenharia Química (CT) | 240 | 145 (60,4 %) | 49 (20,4 %) | 3,50 | 1,608 |
| Matemática Atuária (CCMN) | 20 | 16 (80,0 %) | 5 (25,0 %) | 3,84 | 1,489 |
| Matemática Estatística (CCMN) | 20 | 14 (70,0 %) | 3 (15,0 %) | 3,56 | 1,157 |
| Matemática Informática (CCMN) | 120 | 107 (89,2 %) | 63 (52,5 %) | 4,98 | 1586 |
| Matemática Licenc. Noturna (CCMN) | 60 | 18 (30,0 %) | 1 (1,7 %) | 2,26 | 0,955 |
| Matemática Curso Diurno (CCMN) | 60 | 38 (63,3 %) | 8 (13,3 %) | 3,34 | 1,351 |
| Meteorologia (CCMN) | 21 | 2 (9,5 %) | 0 (0,0 %) | 1,85 | 0,687 |
| Química Licenc. Noturna (CCMN) | 40 | 4 (10,0 %) | 0 (0,0 %) | 1,65 | 0,640 |
| Química Curso Diurno (CCMN) | 50 | 17 (34,0 %) | 5 (10,0 %) | 2,49 | 1,488 |
| Geologia (CCMN) | 50 | 8 (16,0 %) | 1 (2,0 %) | 1,88 | 1,124 |
| Astronomia (CCMN) | 15 | 5(33,3%) | 1(6,7%) | 2,45 | 1,526 |
| Física Curso Diurno (CCMN) | 120 | 56 (46,7 %) | 14 (11,7 %) | 2,94 | 1,429 |
| Física Licenc.Noturna (CCMN) | 40 | 11 (27,5 %) | 1 (2,5 %) | 2,41 | 1,059 |
| Pedagogia (CFCH)* | 28 | 6 (21,4 %) | 1 (3,6 %) | 2,36 | 1,208 |
4.3) Resultados da prova de Física do Vestibular para candidatos classificados no ano de 1996
| Curso ou grupo de cursos | Classificados (Total) | Classificados (nota 3,0) | Classificados (nota 5,0) | Média | Desvio padrão |
| grupos 1+2+3 | 3.088 | 1464(47,4%) | 594(19,2 %) | 2,90 | 2,052 |
| Arquitetura (CLA) | 240 | 72(30,0%). | 17(7,1%) | 2,33 | 1,431 |
| Desenho Industrial Prog.Visual (CLA) | 50 | 24 (48,0 %) | 4 (8,0 %) | 2,97 | 1,304 |
| Desenho Industrial Proj. Prod. (CLA) | 50 | 15 (30,0 %) | 3 (6,0 %) | 2,39 | 1,502 |
| Medicina (CCS) | 192 | 191 (99,5 %) | 165 (85,9 %) | 6,15 | 1,240 |
| Odontologia(CCS) | 80 | 73 (91,3 %) | 39 (48,8 %) | 4,89 | 1,661 |
| Microbiologia(CCS) | 35 | 8 (22,9 %) | 1 (2,9 %) | 2,14 | 1,261 |
| Farmácia (CCS) | 144 | 42 (29,2 %) | 7 (4,9 %) | 2,29 | 1,277 |
| Nutrição(CCS) | 72 | 13 (18,1 %) | 2 (2,8 %) | 2,05 | 1,060 |
| Biologia-Diurno (CCS) | 120 | 47 (39,12 %) | 10 (8,3 %) | 2,66 | 1,426 |
| Biologia-Licenciatura. Noturna (CCS) | 40 | 1 (2,5 %) | 1 (2,5 %) | 0,81 | 0,919 |
| Biologia-Modalidade médica (CCS) | 30 | 10 (33,3 %) | 2 (6,7 %) | 2,46 | 1,570 |
| Engenharia Civil(CT) | 120 | 95 (79,2 %) | 32 (16,7 %) | 4,00 | 1,432 |
| Engenharia Eletrônica (CT) | 80 | 79 (98,8 %) | 57 (71,3 %) | 5,78 | 1,536 |
| Engenharia Eletrotécnica (CT) | 60 | 50 (83,3 %) | 23 (38,3 %) | 4,26 | 1,403 |
| Engenharia Mecânica (CT) | 100 | 91 (91,0 %) | 36 (36,0 %) | 4,47 | 1,430 |
| Engenharia Metalúrgica (CT) | 50 | 27 (54,0 %) | 3 (6,0 %) | 3,07 | 1,229 |
| Engenharia Naval (CT) | 70 | 43 (61,4 %) | 7(10,0 %) | 3,23 | 1,243 |
| Engenharia Produção (CT) | 80 | 80 (100,0%) | 66 (82,5 %) | 5,93 | 1,196 |
| Total da Escola de Engenharia | 560 | 465 (83,0 %) | 224 (40%) | 4,46 | |
| Engenharia Química (CT) | 230 | 123 (53,5 %) | 34 (14,8 %) | 3,17 | 1,621 |
| Matemática Atuária (CCMN) | 20 | 14 (70,0 %) | 3 (15,0 %) | 3,66 | 1,446 |
| Matemática Estatística (CCMN) | 20 | 15 (75,0 %) | 1 (5,0 %) | 3,54 | 0,615 |
| Matemática Informática (CCMN) | 120 | 108 (90,0 %) | 59 (49,2 %) | 4,96 | 1592 |
| Matemática Licenc. Noturna (CCMN) | 60 | 20 (33,3 %) | 3 (5,0 %) | 2,49 | 1,386 |
| Matemática Curso Diurno (CCMN) | 60 | 34 (56,7 %) | 4 (6,7 %) | 3,14 | 1,272 |
| Meteorologia (CCMN) | 13 | 0 (0,0 %) | 0 (0,0 %) | 1,24 | 0,784 |
| Química Licenc. Noturna (CCMN) | 40 | 6 (15,0 %) | 1 (2,5 %) | 1,60 | 1,121 |
| Química Curso Diurno (CCMN) | 50 | 9 (18,0 %) | 2 (4,0 %) | 1,71 | 1,214 |
| Geologia (CCMN) | 33 | 3 (9,1 %) | 0 (0,0 %) | 1,38 | 0,851 |
| Astronomia (CCMN) | 15 | 1 (6,7%) | 0(0,0%) | 1,91 | 0,880 |
| Física Curso Diurno (CCMN) | 120 | 22 (18,3 %) | 6 (5,0 %) | 2,01 | 1,557 |
| Física Licenc.Noturna (CCMN) | 40 | 5 (12,5 %) | 1 (2,5 %) | 1,53 | 1,229 |
| Pedagogia (CFCH)* |
4.4) Resultados da prova de Física do Vestibular para candidatos classificados no ano de 1997
| Curso ou grupo de cursos | Classificados (Total) | Classificados (nota 3,0) | Classificados (nota 5,0) | Média | Desvio padrão |
| grupos 1+2+3 | 2963 | 2048(69,2%) | 1144(38,6%) | 4,20 | 2,100 |
| grupo 1 (CCS) | 1.317 | 744(56,5%) | 380(28,8 %) | 3,67 | 2,264 |
| grupo 2 (CT+CCMN-Geografia) | 1.254 | 1055(84,1%) | 677 (54,0%) | 4,99 | 1,990 |
| grupo 3 (Arquitetura+DI+Artes Util.) | 392 | 249 (63,5%) | 87(22,2%) | 3,49 | 1,758 |
| Arquitetura (CLA) | 240 | 168(70,0%). | 58(24,2%) | 3,78 | 1,602 |
| Desenho Industrial Prog.Visual (CLA) | 50 | 43 (86,0 %) | 21 (42,0 %) | 4,57 | 1,289 |
| Desenho Industrial Proj. Prod. (CLA) | 50 | 35 (70,0 %) | 8 (16,0 %) | 3,56 | 1,3523 |
| Medicina (CCS) | |||||
| Odontologia(CCS) | 80 | 80 (100,0%) | 75 (93,8%) | 6,46 | 1,060 |
| Microbiologia(CCS) | 35 | 30 (85,7 %) | 15 (42,9 %) | 4,24 | 1,596 |
| Farmácia (CCS) | 144 | 97 (67,4 %) | 25 (17,4 %) | 3,44 | 1,425 |
| Nutrição(CCS) | 72 | 40 (55,5 %) | 2 (2,8 %) | 2,92 | 1,014 |
| Biologia-Diurno (CCS) | 120 | 86 (71,7 %) | 29 (24,2 %) | 3,80 | 1,471 |
| Biologia-Licenciatura. Noturna (CCS) | 40 | 7 (17,5 %) | 0 (0,0 %) | 1,86 | 1,118 |
| Biologia-Modalidade médica (CCS) | 30 | 23 (76,7 %) | 5 (16,7 %) | 3,85 | 1,516 |
| Engenharia Civil(CT) | 120 | 119 (99,2 %) | 93 (77,5 %) | 5,81 | 1,275 |
| Engenharia Eletrônica (CT) | 80 | 80 (100,0%) | 78 (97,5 %) | 7,26 | 1,159 |
| Engenharia Eletrotécnica (CT) | 60 | 60 (100,0 %) | 54 (90,0 %) | 6,14 | 0,883 |
| Engenharia Mecânica (CT) | 100 | 99 (99,0%) | 91 (91,0 %) | 6,24 | 1,204 |
| Engenharia Metalúrgica (CT) | 50 | 50 (100,0 %) | 30 (60,0 %) | 5,20 | 1,189 |
| Engenharia Naval (CT) | 70 | 64 (91,4 %) | 29 (41,4 %) | 4,60 | 1,333 |
| Engenharia Produção (CT) | 80 | 80 (100%) | 80 (100%) | 7,37 | 0,924 |
| Total da Escola de Engenharia | 560 | 552 (98,6%) | 455 (81,2%) | 6,15 | |
| Engenharia Química (CT) | 230 | 164 (71,3 %) | 61 (26,5 %) | 3,84 | 1,653 |
| Matemática Atuária (CCMN) | 20 | 19 (95,0 %) | 8 (40,0 %) | 4,70 | 1,027 |
| Matemática Estatística (CCMN) | 20 | 19 (95,0 %) | 8 (40,0 %) | 4,39 | 1,060 |
| Matemática Informática (CCMN) | 120 | 119 (99,2 %) | 101(84,2%) | 5,95 | 1,349 |
| Matemática Licenc. Noturna (CCMN) | 60 | 32 (53,3%) | 5 (8,3 %) | 3,02 | 1,362 |
| Matemática Curso Diurno (CCMN) | 60 | 54 (90,0 %) | 20 (33,3 %) | 4,54 | 1,364 |
| Meteorologia (CCMN) | 9 | 1 (11,1%) | 0 (0,0 %) | 2,29 | 0,884 |
| Química Licenc. Noturna (CCMN) | 24 | 6 (25,0 %) | 0 (0,0 %) | 1,89 | 1,097 |
| Química Curso Diurno (CCMN) | 37 | 15 (40,5 %) | 5 (13,5 %) | 2,78 | 1,801 |
| Geologia (CCMN) | 14 | 6 (42,9 %) | 2 (14,3%) | 2,88 | 2,005 |
| Astronomia (CCMN) | 20 | 16 (80,0%) | 7(35,0%) | 4,16 | 1,873 |
| Física Curso Diurno (CCMN) | 67 | 43 (64,2 %) | 18 (26,9 %) | 3,85 | 2,042 |
| Física Licenc.Noturna (CCMN) | 13 | 9 (69,2 %) | 0 (0,0 %) | 3,01 | 0,846 |
| Pedagogia (CFCH)* | 90 | 16 (16,7 %) | 4 (4,4 %) | 1,61 | 1,412 |
4.5) Informações administrativas
em geral
Todo aluno tem um orientador acadêmico, indicado
pela Coordenação do Curso, que pode ser substituído
a pedido do aluno. Caberá ao orientador acadêmico
esclarecer aos alunos a respeito dos atos acadêmicos (inscrições,
trancamento de disciplinas, trancamento de matrícula, etc).
Lembre-se de que os pedidos de trancamento, inscrição
e outros só serão aceitos na Secretaria com a assinatura
do professor orientador. O Coordenador do Curso será o
orientador acadêmico daqueles alunos que, eventualmente,
não tiverem nenhum orientador indicado.
De acordo com a Resolução CEG 05/89, Art. 1o , será passível de cancelamento, por insuficiência de rendimento acadêmico, a matrícula do aluno de curso de graduação que:
Acha-se constituída, no âmbito do IF,
uma Comissão de Orientação Acadêmica
para tratar de assuntos concernentes à situação
acadêmica dos alunos enquadrados nas hipóteses de
cancelamento de matrícula constantes na Resolução
CEG 05/89.
Todo aluno do IF, exceto aquele cuja matrícula
se encontra trancada ou cancelada, deverá efetuar sua inscrição
em disciplinas antes do início de cada período letivo.
Cada disciplina tem um determinado número de créditos
(valor estabelecido de acordo com a sua carga horária e
tipo do curso). É importante que o estudante escolha um
número de créditos que lhe permita um bom rendimento
escolar - no mínimo oito (8) e máximo vinte e oito
(28) créditos. Recomenda-se ao aluno que trabalha, inscrever-se
em disciplinas de acordo com a sua real capacidade e disponibilidade
de tempo para se dedicar aos estudos.
O aluno poderá substituir ou incluir disciplinas
no seu plano de estudos até 10 (dez) dias após o
início do período letivo. Tanto neste ato acadêmico
como em qualquer um outro, o aluno deverá procurar o seu
orientador acadêmico para a devida orientação.
Além disso, os prazos devem ser obedecidos para se evitar
transtornos.
Observe que o fato de solicitar um serviço
não quer dizer que ele vá ser atendido. O pedido
será analisado pela DA-1, que emitirá um parecer.
O aluno deverá saber na SE o resultado da sua solicitação.
Caso haja necessidade de interromper uma disciplina
na qual se inscreveu, você pode solicitar o CANCELAMENTO
DE SUA INSCRIÇÃO no Balcão da Secretaria
de Ensino do IF. O Cancelamento só será efetivado
após ter sido julgado e aprovado pela Coordenação
do Curso.
Existe, para casos singulares, a possibilidade do
aluno cursar uma disciplina juntamente com o seu pré-requisito.
Para que isto aconteça é necessário que o
aluno assim o solicite, mediante requerimento a ser apresentado
junto à Secretaria de Ensino do IF. Juntamente com este
pedido, o interessado deve apresentar a distribuição
curricular atestando a sua situação, no que diz
respeito às disciplinas cursadas e aquelas que faltam para
concluir o seu curso. Os requerimentos para cursar disciplinas
concomitantemente devem ser acompanhados pelo parecer do Orientador
Acadêmico e serão analisados pela Comissão
de Orientação e Acompanhamento Acadêmico.
O parecer final será dado pelo Diretor do IF.
O Ciclo Básico para os cursos de Bacharelado
e Licenciatura Diurna é constituído pelas seguintes
disciplinas: Física I a IV (Teóricas e Experimentais),
Cálculo I a III, Álgebra Linear II , Computação
I e Métodos Computacionais da Física . Ao concluir
este conjunto de disciplinas, o aluno deverá dirigir-se
à Secretaria de Ensino do IF e preencher a solicitação
de inscrição no Curso Profissional, nas espécies
Físico ou Licenciatura. Este procedimento é importante
para que se evite problemas quando da colação de
grau. No caso da Licenciatura Noturna este procedimento é
automático.
O cancelamento da inscrição em todas
as disciplinas, de uma só vez, poderá ser solicitado
em caso de necessidade. O pedido deverá ser encaminhado
ao Balcão da Secretaria de Ensino do IF. O trancamento
é concedido após autorização da Coordenação
do Curso. O cancelamento de inscrição por seis períodos
consecutivos implica no cancelamento definitivo da matrícula
na Universidade. O pedido de reabertura de matrícula trancada
deve ser encaminhado à Secretaria de Ensino.
As inscrições em disciplinas são
processadas pela DRE (Divisão de Registro de Estudantes).
Caso uma inscrição não esteja correta será
rejeitada, sendo emitido um relatório para a Unidade contendo
o Registro das Ocorrências Anormais onde está indicada
a situação da inscrição dos alunos
da Unidade. Este relatório será afixado no quadro
de avisos situado no terceiro andar do Bloco A, em frente aos
elevadores. Verifique, quando da emissão deste relatório,
se a sua inscrição está regular, caso contrário
dirija-se à Secretaria de Ensino para regularizá-la.
Em 1979, foi realizada a primeira Jornada Interna
de Iniciação Científica da UFRJ. A importância
desse evento foi imediatamente reconhecida pela comunidade de
alunos e professores. Dez anos depois, em 1989, foi realizada
a primeira Jornada de Iniciação Científica
e Cultural da UFRJ. As jornadas são realizadas no início
do segundo período letivo, nos diversos Centros da Universidade
e o seu objetivo é divulgar trabalhos que os alunos, durante
o curso de graduação, desenvolvem em colaboração
com um professor orientador. O programa de Iniciação
Científica, além de ser a principal fonte dos trabalhos
apresentados nas jornadas, tem por objetivo integrar o aluno às
atividades de pesquisa, fazendo com que ele ao longo do seu curso
conheça e adquira experiência em algumas linhas de
pesquisa. É desejável, portanto, que o aluno, o
mais breve possível, tome contato com os pesquisadores
e comece a trabalhar em um projeto de iniciação
científica.
Disciplinas Teóricas
Segunda Chamada
Na hipótese do aluno perder uma das provas
parciais dos cursos do Ciclo Básico, poderá ser
requerida segunda chamada na Secretaria de Ensino do Instituto
de Física. A prova P3 (exame final) será esta segunda
chamada. Neste caso, o cálculo da média do aluno
será feito substituindo-se a P3 no lugar da prova parcial
perdida, e o procedimento para a aprovação se repete
no que diz respeito ao resultado da média aritmética.
Entretanto, se a média aritmética ficar entre 3
e 7, o aluno terá direito a fazer uma quarta prova, cobrindo
toda a matéria, e que é tida como a segunda chamada
do exame. Esta prova realizar-se-á após P3 e o
aluno, para fazê-la, deverá se inscrever na Secretaria
de Ensino do IF. Será aprovado o aluno que obtiver grau
igual ou maior que 5, nos termos descritos no quinto ponto dos
Critérios de Aprovação .
Disciplinas Experimentais
O relatório unificado contribui com 60% para
cada nota parcial do aluno, os outros 40% vêm dos relatórios
das experiências. Se a média aritmética das
notas parciais obtidas pelo aluno for igual ou maior que 5 (cinco)
ele estará aprovado.
2. Fis. Exp. I, III e IV
O relatório unificado contribui com 60% para
cada nota parcial do aluno, os outros 40% vêm da avaliação
de laboratório. Se a média aritmética das
notas parciais obtidas pelo aluno for igual ou maior que 5 (cinco)
ele estará aprovado.
OBS. : 1) AS FÍSICAS EXPERIMENTAIS I, II, III e IV NÃO TÊM EXAME FINAL.
2) SÓ EXISTE SEGUNDA CHAMADA
(UMA) PARA UM DOS RELATÓRIOS UNIFICADOS.
Qualquer professor do profissional que não
quiser adotar os critérios de aprovação do
básico para a disciplina que ele ministra, deverá
preparar os seus critérios e submetê-los à
Comissão de Graduação. O prazo para isto
é até a primeira semana de aula.
As disciplinas pedagógicas do Curso Diurno
de Licenciatura em Física devem ser cursadas a partir do
quinto período. Em geral, as disciplinas oferecidas pela
Faculdade de Educação (Fundamentos Filosóficos
da Educação, Fundamentos Sociológicos da
Educação, Psicologia da Educação I
e II, Estrutura e Funcionamento do Ensino de Primeiro e Segundo
Graus e Didática) são cursadas durante o quinto
e sexto períodos e, aquelas ministradas pelo Colégio
de Aplicação [Didática Especial I e II e
Requisitos Suplementares (RCS)] durante o sétimo e oitavo
períodos. A inscrição nessas disciplinas
deve ser feita na Faculdade de Educação e, posteriormente,
o aluno apresentará o plano de estudos dessa inscrição
à Secretaria de Ensino do IF.
No curso noturno, as disciplinas pedagógicas,
todas oferecidas no campus da Ilha do Fundão, devem ser
cursadas a partir do 3o período. A inscrição
para estas disciplinas é feita na Secretaria de Ensino
do IF.
Serão oferecidas 40 vagas na disciplina Computação
I, turma IFA.
O aluno necessita cursar, além das disciplinas
obrigatórias, algumas disciplinas para colar grau, sendo
parte delas de Escolha Restrita e outras de Livre Escolha. Consulte
os quadros de horários de disciplinas mais adiante para
obter maiores informações sobre as mesmas.
O Laboratório Didático do Instituto
de Física foi criado com finalidade de fazer parte efetiva
do aprendizado de física. Ele fica aberto durante o dia
e à noite, excetuando-se os horários das refeições.
Ele contém um acervo de vídeos, kits e programas
de ensino que fica à disposição dos estudantes.
Para utilizar esse acervo, o aluno deverá se dirigir às
salas A-428 (vídeos) e A-418 (kits e programas de ensino)
e combinar com os monitores e funcionários uma forma conveniente
de utilização. Qualquer problema deverá ser
levado em primeira instância aos seus coordenadores. O responsável
pelo laboratório, em última instância, é
o diretor adjunto de graduação, uma vez que o Ladif
pertence à Diretoria Adjunta de Graduação.
O Laboratório de Informática da Licenciatura
está situado na sala A-426 e destina-se, prioritariamente,
aos cursos e alunos da Licenciatura do CCMN. Alunos oriundos de
outros cursos poderão também usá-lo sempre
que haja disponibilidade e desde que estejam cadastrados. Hoje,
o LiLi tem 10 microcomputadores IBM PC 486 ligados numa rede local
(Novell) e está sob a responsabilidade da Coordenação
Setorial da Licenciatura do CCMN.
Os Laboratórios de Informática da Graduação
(LIG) possuem micros e softwares atualizados, além de acesso
à Internet. O Instituto de Física possui dois LIGs:
um localizado dentro da biblioteca, ao lado da sala de estudos
(LIG1) e o outro no 4O andar , sala 426 (LIG2).
Todo aluno do curso de Física (diurno ou noturno) pode
ter acesso aos micros dos LIGs. O horário de funcionamento
é o mesmo da biblioteca (LIG1) e a do LILI (LIG2).
De acordo com a Resolução CEG 15/71,
o rendimento do aluno, por período e ao fim do curso, será
traduzido por um coeficiente de rendimento, representado pela
média ponderada das notas finais obtidas em cada disciplina,
tendo, como peso, o número de créditos que a disciplina
respectiva confere. Quando o aluno for dispensado de uma disciplina,
tendo transferidos os créditos de outro estabelecimento
de ensino, essa disciplina não será computada no
coeficiente de rendimento.
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assunto correlato que desejaria ver discutido, favor entrar em contato comigo, usando meu
e-mail, minha
página pessoal ou meu telefone (21)2562-7732.