Há anos que a forma e o conteúdo do
ensino de graduação do Instituto de Física
da UFRJ são objeto de avaliações e de críticas
severas, muitas vezes justificadas. Entretanto pouco foi feito
para resolver o problema e as pequenas alterações
realizadas não mudaram o quadro do nosso ensino. Consciente
dessa situação, o Instituto de Física decidiu,
em meados de 1994, abordar o problema de maneira mais profunda
e coerente. Um Grupo de Trabalho foi escolhido pela Diretoria
para estudar e propor mudanças, visando melhorar a qualidade
do ensino de Física do nosso Instituto. Reuniões
quase semanais do grupo de trabalho, debates públicos com
o corpo docente e discente do Instituto, conversas particulares
com professores e alunos, seminários de apresentação
de propostas na Comissão de Integração CT-CCMN,
interações múltiplas com coordenadores de
cursos de unidades do CT e do CCMN, levaram a conclusões
e propostas ora apresentadas neste documento.
Esse Grupo de Trabalho se propos como objetivos
principais:
O Grupo entende que se, por um lado o currículo
atual do Instituto de Física apresenta deficiências
cuja correção é urgente, por outro lado,
qualquer reforma deve ser baseada na experiência acumulada
do quadro docente. Isso implica que o tempo de elaboração
desse projeto deve ser suficientemente longo para garantir a participação
e a maturação necessárias. Embora qualquer
um dos membros do Grupo, ou qualquer professor, possa gerar em
prazo curto uma proposta de currículo, a situação
é bem diferente quando a proposta é coletiva. De
fato, nenhuma proposta individual até agora apresentada
conseguiu entusiasmar um número expressivo de membros do
Instituto.
Além disso, e principalmente no que se refere
ao Ciclo Básico, é importante contar com o apoio
de todas as unidades do CT e do CCMN, para a implantação
da reforma. Qualquer proposta de reforma está limitada
por condições externas ao Instituto de Física;
ignorá-las pode torná-la inexequível. Assim,
é importante lembrar que o Ciclo Básico de Física
para o CT e o CCMN, transformou-se ao longo dos anos e que apresenta
hoje uma diversidade muito grande, com as seguintes particularidades:
- para a Escola de Engenharia e a Escola de Química ( turmas distintas ):
* Física I até IV com 4 horas semanais durante 4 semestres.
* Física Experimental I até IV com
2 horas semanais durante 4 semestres.
- para o Instituto de Matemática ( Matemática ):
* Física I, III e IV com 6 horas semanais durante 3 semestres.
* Física Experimental I com 2 horas
semanais durante 1 semestre.
- para o Instituto de Matemática ( Informática ):
* Física I, II e III com 6 horas
semanais durante 3 semestres.
- para o Instituto de Matemática ( Atuária ):
* Física I com 6 horas semanais durante 1 semestre.
* Física Experimental I com 2 horas
semanais durante 1 semestre.
- para o Instituto de Matemática ( Licenciatura ):
* Física I III e IV com 6 horas semanais durante 3 semestres.
* Física Experimental I e II com 2 horas
semanais durante 2 semestres.
- para o Instituto de Matemática ( Estatística ):
* Física I com 6 horas semanais durante 1 semestre.
* Física Experimental I com 2 horas
semanais durante 1 semestre.
- para o Instituto de Química:
* Física I e II (especiais) com 4 horas semanais durante 2 semestres.
* Física III e IV com 4 horas semanais durante 2 semestres.
* Física Experimental I até IV com
2 horas semanais durante 4 semestres.
- para o Instituto de Geociências ( Astronomia ):
* Física I até IV com 6 horas semanais durante 4 semestres.
* Física Experimental I até IV com
2 horas semanais durante 4 semestres.
- para o Instituto de Geociências ( Meteorologia ):
* Física I até IV com 6 horas semanais durante 4 semestres.
* Física Experimental I até III com
2 horas semanais durante 3 semestres.
- para o Instituto de Geociências ( Geologia ):
* Física I e II (especiais) com 6 horas semanais durante 2 semestres.
* Física III e IV com 6 horas semanais durante 2 semestres.
* Física Experimental I II e III com 2
horas semanais durante 3 semestres.
- para o Instituto de Física:
* Física I até IV com 6 horas semanais durante 4 semestres.
* Física Experimental I até IV com
2 horas semanais durante 4 semestres.
Como se pode notar, do conceito original de Ciclo
Básico sobrou pouco mais do que o nome e as razões
das transformações nem sempre foram puramente didáticas
e técnicas.
Vale ressaltar ainda que a FINEP lançou recentemente
um programa de reestruturação do ensino das engenharias.
A participação do Instituto de Física nesse
processo foi publicamente declarada como fundamental. Essa reestruturação
deve levar em conta que, em uma época de rápida
transformação tecnológica, deve ser
favorecida uma formação básica sólida,
e evitada uma especialização prematura, que corre
o risco de se tornar rapidamente obsoleta.
Este documento traz os aspectos gerais das propostas
do Grupo de Trabalho para a reformulação do currículo.
Como qualquer proposta de modificação deve ser precedida
de uma análise crítica da situação
atual, o documento inicia-se com essa essa análise.
As críticas recolhidas e formuladas pelo Grupo
referem-se tanto ao ciclo básico como ao profissional,
e podem ser resumidas nos seguintes pontos:
2.1 De modo geral, o
currículo atual envolve uma carga horária excessiva.
Além do excesso de disciplinas obrigatórias, os
cursos oferecidos têm uma carga horária superior
àquela vigente em outras instituições similares
no País e no estrangeiro. Continuam a ser obrigatórios
cursos que há muito foram eliminados ou tornados eletivos
nas melhores instituições do Brasil e de outros
países. A conseqüente sobrecarga de horário
e dos professores torna exígua a oferta de disciplinas
eletivas no Ciclo Profissional.
2.2 Como conseqüência
desse fato, o trabalho necessário dos alunos é
freqüentemente substituído pelo trabalho do professor.
Embora vários cursos já estejam utilizando a sistemática
de listas de exercício, entregues e corrigidas regularmente,
esse procedimento ainda não é generalizado, e não
costuma ser adotado no Ciclo Básico, onde sua importância
seria ainda maior.
2.3 A carga horária demasiada é
agravada pelo fato de que a duração de cada aula
é excessiva, dificultando a assimilação
de conceitos e a manutenção da concentração
dos alunos. Essa questão é especialmente relevante
para o Ciclo Básico.
2.4 A formação dos estudantes tende
a ser demasiadamente formal. Esse fato,
já comentado por R. Feynman ( Prêmio Nobel de Física
) em suas reminiscências sobre sua estadia no Brasil, pode
ser verificado no exame de seleção para o mestrado
no Instituto de Física: questões formais (como por
exemplo aquelas que envolvem o formalismo lagrangiano) têm
um índice de acertos muito superior a questões mais
conceituais. Aplicações importantes da Mecânica
Quântica deixam de ser vistas, ou então são
discutidas de forma insatisfatória nos cursos de Física
Moderna.
2.5 Ocorre uma excessiva
repetição nos diversos cursos oferecidos pelo Instituto,
sem que isso implique em um aprofundamento crescente. Por
exemplo, a introdução à Mecânica Quântica
é feita, praticamente no mesmo nível, nos cursos
de Física IV, Física Moderna I, e Mecânica
Quântica I. Alguns tópicos de Mecânica estão
sendo vistos em Física I e II com um nível de aprofundamento
equivalente ao de um curso de Mecânica Geral. Tópicos
abordados nos cursos de Métodos da Física Teórica
repetem matéria coberta pelo curso de Cálculo IV,
e por vários cursos oferecidos no Instituto de Física.
Critica-se ainda, nos cursos de Métodos, a falta de utilização
de programas de computação algébrica, e de
modo geral a aridez desses cursos, que dificulta a retenção
dos conceitos e implica que mesmo os melhores alunos esqueçam
o que aprenderam já no semestre seguinte.
2.6 Há uma tendência de aumentar progressivamente o nível de aprofundamento dos cursos de graduação, antecipando material normalmente coberto em cursos de pós-graduação. Com isso, assistimos freqüentemente a situações em que o material ensinado e os livros textos adotados colocam esses cursos num patamar superior, em termos de aprofundamento, aos cursos equivalentes das melhores universidades americanas. Este é freqüentemente o caso dos cursos de Física Estatística e Mecânica Quântica. Deve-se notar ainda que o curso de Mecânica Analítica, no nível do Goldstein, é considerado um curso de Pós-Graduação na maior parte das universidades norte-americanas (ver, por exemplo, os Apêndices 9.1 a 9.9). É portanto duvidoso, nessa situação, que haja um real aproveitamento da grande maioria dos alunos.
2.7 O curso de bacharelado está
em certa medida obsoleto: as disciplinas obrigatórias
não cobrem desenvolvimentos mais recentes em várias
áreas da Física, e não há espaço
para eletivas que cumpram esse papel. Ignora-se a possibilidade
de utilização de programas como Matemática
e Maple, que poderiam ser introduzidos nos cursos de Métodos
da Física Teórica e/ou Métodos Computacionais
e utilizados em várias outras disciplinas.
2.8 O curso de bacharelado não
contempla opções de formação que
levem a empregos de físico fora do circuito universitário,
como por exemplo na área industrial, radiológica
ou médica.
2.9 Os atuais cursos de Física Moderna
Experimental, apesar de grandes melhorias, não satisfazem
inteiramente as necessidades de formação prática
dos alunos. No total, os alunos do IF têm apenas 8% de
sua carga didática em atividades de laboratório;
na reforma aqui proposta esse valor passa para 25%.
2.10 No aspecto da utilização e
do domínio de recursos computacionais, a formação
dos alunos do IF deixa muito a desejar:
não existe nenhuma cadeira obrigatória voltada para
isto.
2.11 A repetição semestral
de todas as disciplinas sobrecarrega desnecessariamente o
quadro de professores.
2.12 A estrutura atual de pré-requisitos
deve ser revista, se não abolida, de modo a permitir
uma maior flexibilidade na organização do curso
para cada estudante. Isso implica numa orientação
acadêmica efetiva e não só administrativa.
2.13 O atual Ciclo Básico requer
mudanças profundas. Os departamentos de engenharia
fazem críticas severas ao Ciclo Básico oferecido
pelo Instituto de Física, mencionando em especial os altos
índices de reprovação, a despreocupação
do Instituto com relação ao estabelecimento de métodos
de estudo adequados, e a formação excessivamente
formal dos alunos. O Grupo considera que, em parte, essas críticas
são fundamentadas e que elas deveriam levar a um esforço
importante do corpo docente no sentido de melhorar substancialmente
o Ciclo Básico. Essa melhoria não será possível
no entanto, apenas com a participação dos professores
do Instituto de Física: será também necessário
um envolvimento dos departamentos de todas as unidades do Centro
de Tecnologia e do Centro de Ciências Matemáticas
e da Natureza, no sentido de colaborar para unificar e enxugar
o Ciclo Básico, de forma a permitir uma formação
básica melhor para os alunos do CCMN e do CT. As críticas
referentes a essa parte do curso são enumeradas a seguir:
Considerando a análise feita anteriormente,
a reforma curricular proposta neste documento tem os seguintes
objetivos:
Com relação ao Ciclo Profissional do Instituto
de Física:
Com relação ao Ciclo Básico:
Deve ser ressaltado que a reforma ora em discussão não pretende resolver todos os problemas do curso, mas apenas encaminhar a solução de alguns dos problemas mais sérios. Outras modificações e correções deverão ser feitas ao longo dos próximos anos, tornando mais precisa a definição dos programas, eliminando redundâncias ainda existentes e preenchendo lacunas. Em particular, nada ainda foi sistematizado sobre a possibilidade de formar físicos para a indústria ou especializados em Física Médica, por exemplo. Talvez isto devesse ser feito, inclusive, a partir de uma interação preliminar com as áreas de engenharia. A situação do mercado de trabalho para físicos no Brasil deve ser discudida e analisada com cuidado para que possamos, à luz de dados mais precisos, direcionar e aprimorar o desempenho do IF na formação profissional no contexto atual e dentro das perspectivas dos próximos anos. Não analisamos também a questão da formação dos licenciados, que exige considerações à parte; trata-se de uma área de importância óbvia, face à situação educacional brasileira, particularmente no domínio científico, e sobre a qual o IF não deve deixar de refletir e atuar permanentemente.
As propostas a seguir são frutos de mais
de um ano de reuniões semanais do Grupo de Trabalho e de
muitas discussões desse Grupo com professores e alunos
do Instituto de Física e de outras Unidades do CT e do
CCMN.
4.1 Substituição
dos cursos de Física Moderna I, II e III pelos três
cursos seguintes:
Física da Matéria Condensada,
Física Nuclear e de Partículas,
Física Atômica, Molecular e Óptica.
Considerando que o estudo da estrutura da matéria foi uma das características mais importantes da Física no século 20, é fundamental proporcionar a todos os alunos do curso de Física uma formação básica nessa área. Para isso são criadas 3 disciplinas obrigatórias: Física Atômica, Molecular e Óptica; Física da Matéria Condensada e Física Nuclear e de Partículas Elementares. Esses cursos seriam dados após Mecânica Quântica I e II, permitindo assim aplicar a mecânica quântica a diferentes áreas, numa abordagem mais aprofundada que a atualmente oferecida pelos cursos de Física Moderna. O Grupo propõe que esses cursos sejam dados uma vez por ano, visto que eles não constituem uma seqüência.
Apesar de serem disciplinas onde o formalismo matemático não é o mais importante, elas são recomendadas para o sétimo período pois pressupõem um conhecimento básico de Mecânica Clássica e de Mecânica Quântica. Essas disciplinas não são conflitantes com a existência de outras, eletivas, destinadas a alunos interessados em aprofundar os estudos em uma determinada área.
É recomendável que alguns tópicos
sejam apresentados por pesquisadores ativos, em forma de seminários.
4.2 Início
do curso de Mecânica Quântica no 5o
período: Seria
assim antecipado de um semestre, em relação ao currículo
atual, o início do curso. Cumpre ressaltar que o curso
de Física no Básico já contem atualmente
uma introdução à Mecânica Quântica.
Por outro lado, a antecipação proposta realça
a necessidade de que o nível do curso seja bem diferenciado
da Mecânica Quântica da Pós-Graduação.
Um livro texto adequado seria o de J. L. Martin, que adota
uma perspectiva mais atual na apresentação da Mecânica
Quântica do que, por exemplo, o livro do Gasiorowicz.
Em alguns tópicos o livro de Martin deve, no entanto, ser
complementado, através de outros livros ou de notas de
aula (as notas de aula preparadas pelo Prof. Moysés
Nussenzveig cumprem este papel). Deve ser ressaltado que os
livros mais recentes sobre esse assunto evitam introduzir a Mecânica
Quântica através de problemas como a radiação
do corpo negro ou através do formalismo Hamiltoniano, por
considerar que esses problemas são complicados demais para
o nível proposto, e não ajudam na assimilação
das idéias básicas da nova teoria. Assim sendo,
é inteiramente dispensável um curso de Mecânica
Analítica antes do curso de Mecânica Quântica.
4.3 Início
do curso de Mecânica Geral no 4o
período. São
poucos os alunos que, atualmente, conseguem cursar esta disciplina
com bom aproveitamento. A razão é que no terceiro
período os alunos ainda não possuem um nível
de conhecimento de matemática compatível com o exigido.
Por outro lado, o Grupo de Trabalho considera que essa disciplina
é extremamente importante para o aprendizado da utilização
da matemática em física, por fornecer exemplos de
vários resultados discutidos nos cursos de Cálculo,
dentro de um contexto mais concreto que o curso de Eletromagnetismo,
como ocorre por exemplo no capítulo de Mecânica dos
Fluidos. Além disso, representa um treinamento excelente
na aplicação de métodos matemáticos
à resolução de problemas físicos.
Por isso mesmo, propomos que o curso continue a ter a duração
de um ano, com um programa baseado nos livros usualmente adotados
(Symon e Marion). Esse programa inclui a introdução
de coordenadas generalizadas e das equações de Lagrange
e de Hamilton, e um capítulo de mecânica dos fluidos,
considerado importante pela razão mencionada acima e também
porque esse assunto só é visto no Ciclo Básico,
no qual deve necessariamente ser tratado de forma mais elementar.
4.4 Transformação
do atual curso de Mecânica Analítica em curso eletivo.
Conforme mencionado anteriormente, esse
curso é considerado como de Pós-Graduação
em inúmeras universidades conceituadas (ver apêndices
9.1 a 9.9, por exemplo). O Grupo de Trabalho considera que as
noções básicas dos formalismos lagrangiano
e hamiltoniano incluídas no curso de Mecânica Clássica
II são suficientes para o curso regular de bacharelado.
A disciplina de Mecânica Analítica seria cursada
pelos alunos interessados em maior especialização
teórica. Ela deveria também ser considerada como
eletiva da Pós-Graduação, para os alunos
que não utilizaram os créditos correspondentes no
curso de Graduação. Essa disciplina seria oferecida
uma vez por ano.
4.5 Transformação
do atual curso de Termodinâmica em disciplina eletiva, e
do atual curso de Física Estatística em Física
Térmica. Essa
é a tendência dominante na grande maioria de universidades
de bom nível, no Brasil e no exterior, há já
alguns anos. O curso de Física Térmica começa
de fato com a Termodinâmica, e prossegue discutindo os fundamentos
estatísticos dessa disciplina. Mais uma vez, deve-se tomar
cuidado para evitar que esse curso recubra o curso de Pós-Graduação
de Mecânica Estatística. Um livro texto adequado
seria, por exemplo, o do Kittel e Kroemer (Thermal Physics,
Freeman, N.Y.). Dado nesse nível, este curso dispensa um
curso anterior de Mecânica Analítica, sendo suficiente
a introdução às equações de
Lagrange e de Hamilton no curso de Mecânica Geral. Uma
vez que esse curso incluiria os fundamentos da Termodinâmica
e a teoria das transições de fase, um curso eletivo
sobre essa disciplina deveria dar mais ênfase a resultados
e aplicações de interesse tecnológico e para
a físico-química.
4.6 Reestruturação
do curso de Métodos Matemáticos da Física
Teórica. Vários
professores que já ministraram esse curso no passado propõem
que o curso seja dado em um semestre. Outros consideram necessário
manter os dois semestres atuais. O Grupo de Trabalho propõe
a manutenção de duas cadeiras, no 4o
e no 6o semestres, com a ênfase em conceitos
matemáticos gerais e mais fundamentais, como grupos, probabilidade
e estatística, variáveis complexas etc.
Tópicos específicos de matemática, hoje ensinados
nesses cursos, poderão ser apresentados nas cadeiras onde
são realmente utilizados ( Eletro, Mecânica Quântica
etc). Observe-se que nesta proposta os cursos de Cálculo
do Básico serão reduzidos para três cadeiras.
Contatos têm sido mantidos com a Coordenação
dos cursos do Instituto de Matemática, enfatizando a necessidade
de que seja dada uma atenção especial a esse cursos,
uma vez que a formação dos alunos, neste particular,
tem sido reconhecidamente deficiente.
4.7 Ampliação
dos cursos de Física Moderna Experimental. O
Grupo de Trabalho considera que os cursos de Física Experimental
do Ciclo Profissional são dos mais importantes do curso
de bacharelado, uma vez que a física é fundamentalmente
uma ciência experimental. O curso atual tem sido bem sucedido,
e no entender do Grupo de Trabalho deve ser estendido, com a
inclusão de novas experiências. Essa extensão,
dos atuais dois semestres para quatro semestres, de seis horas
semanais, seria o contraponto experimental às novas
cadeiras que substituiriam as Físicas Modernas I, II e
III.
4.8 Disciplinas eletivas. O oferecimento
de disciplinas eletivas que permitam uma formação
mais ampla e atualizada dos alunos, favorecendo inclusive futuras
especializações, deve ser fortemente estimulado.
O Grupo de Trabalho considera que os objetivos gerais
da reforma do Ciclo Básico, mencionados na Seção
3 do presente relatório, podem ser satisfeitos com a carga
horária atual do curso de Física para os alunos
de engenharia. A estruturação do curso em termos
de aulas magnas e de tutoria, e a desejada coordenação
entre as aulas teóricas e experimentais, tornam necessário,
no entanto, um exame meticuloso da ementa, de modo a definir a
matéria que seria dada nas aulas magnas, a que seria objeto
de discussão nas aulas tutoriais, e a que seria coberta
nas aulas experimentais. Esse detalhamento, embora esteja sendo
realizado, em um primeiro momento, pelo Grupo de Trabalho, com
o objetivo de testar a viabilidade da implantação
do novo esquema, extravasa seus objetivos, e deve ser feito pela
equipe escolhida para dar o curso.
É importante, no entanto, estabelecer alguns
princípios gerais. As aulas magnas, pela sua própria
natureza, deveriam se concentrar na discussão dos conceitos
básicos e dos resultados mais importantes, e na demonstração
prática dos fenômenos físicos, deixando as
deduções teóricas mais detalhadas para as
aulas de tutoria. Estas seriam um instrumento importante para
ensinar os alunos a raciocinar, a estudar e a resolver problemas.
Por outro lado, as aulas de laboratório propiciariam o
contato do estudante com o método experimental, contribuindo
também para demonstrar conceitos físicos, e além
disso introduzindo certos tópicos (como circuitos elétricos)
cuja assimilação é facilitada por uma abordagem
simultaneamente teórica e experimental. O Grupo de Trabalho
considera essencial o estímulo ao trabalho constante dos
estudantes, não só através das aulas de tutoria,
mas também através de listas de exercícios
semanais, que contribuam, embora com peso pequeno, para a nota
final. Esse trabalho constante fora da sala de aula é considerado
fundamental, e é visto como uma alternativa ao aumento
da carga horária, que incentivaria a atitude passiva por
parte dos estudantes. Por outro lado, essa estrutura exigiria
uma concentração dos estudantes nos cursos de Física
e Matemática, e uma conseqüente simplificação
do currículo do Ciclo Básico, sobrecarregado atualmente
por uma especialização prematura. O apoio das
outras unidades do CCMN e do CT é, portanto, fundamental
para o sucesso dessa iniciativa. Embora dificilmente essas unidades,
em particular a Escola de Engenharia, consentissem em adiar a
especialização até o quarto semestre, consideramos
possível que seja aceito um enxugamento dos três
primeiros semestres. Em particular, o primeiro semestre não
deveria ter uma carga horária superior a 20 horas semanais.
Assim o aluno poderia assistir aulas em um período do dia
e estudar no outro.
Vemos assim como viável a realização
do novo Ciclo Básico em três semestres, com um total
de oito horas semanais (distribuídos entre as aulas magnas,
as aulas de tutoria e as de laboratório), mantendo-se assim
a carga horária total do curso atual em quatro semestres.
Deve-se notar que o Ciclo Básico de três semestres,
comum para estudantes de ciência básica e engenharia,
é adotado por várias universidades norte-americanas
(ver Apêndices). Ele permite a concentração
dos alunos no aprendizado dos conceitos básicos de física
e matemática e na formação de hábitos
adequados de estudo, durante os três primeiros semestres
de vida universitária. Após esse período
básico e comum a todos os estudantes de Ciências
e Engenharias, é iniciada a especialização
no quarto semestre. Além disso, a realização
em quatro semestres do esquema proposto traria graves problemas
operacionais, em termos de espaço físico e de número
de professores e monitores envolvidos.
O nível do curso corresponde ao livro do Halliday e Resnick, quarta edição, excluídos os capítulos finais, ou ao livro do Prof. Moysés Nussenzveig, excluídos alguns tópicos que requerem uma matemática mais avançada e que são cobertos por cursos do ciclo profissional. A distribuição de carga horária semanal atualmente prevista é de duas aulas de uma hora cada para a aula magna, duas sessões de uma hora e meia cada de aulas de tutoria, e três horas de laboratório. A aula magna seria dada para turmas de cerca de 300 alunos, enquanto idealmente as aulas de tutoria envolveriam turmas de 15 a 20 estudantes. No momento, porém, não é possível dimensionar as aulas de tutoria desta forma, devido à ausência de espaço físico adequado. Estimamos assim um número máximo de 30 alunos por turma para essas aulas. Cada turma seria assistida por um professor e um instrutor (monitor ou tutor), o que implica em um apoio decidido da UFRJ para o aumento do quadro de instrutores.
Quanto às outras disciplinas do Básico,
o Grupo de Trabalho propõe que os cursos de Cálculo,
a exemplo dos de Física, sejam dados em três semestres.
Os alunos do IF teriam ainda os cursos obrigatórios de
Computação e Métodos Computacionais, este
último de responsabilidade do IF e o de Álgebra
Linear, todos com quatro horas semanais. A cadeira de Química
Geral deveria ser reformulada adquirindo um caráter mais
experimental e voltado para os conceitos e métodos básicos
da química; sua manutenção só faria
sentido com uma modificação profunda de sua estrutura
e filosofia. As ementas aqui propostas para estes cursos, ministrados
por outras instituições, devem ser encaradas como
sendo propostas preliminares do Grupo de Trabalho, elaboradas
através de interação com professores e responsáveis
desses institutos; elas deverão ainda ser discutidas e
estabelecidas definitivamente após decisões nas
respectivas congregações.
Uma proposta de distribuição das disciplinas
do Curso de Bacharelado em Física encontra-se a seguir.
Evidentemente o alcance dessa reforma recomenda prudência na sua implementação. É necessário, em primeiro lugar, que os professores do Instituto e das demais unidades envolvidas estejam conscientes de sua importância e viabilidade e dispostos a participar desta iniciativa renovadora. Detalhes da nova estrutura do Básico devem ser discutidos com profundidade, de modo a garantir o sucesso do esquema a ser implementado. A reforma deve ser iniciada com o curso de Física I, e estendida aos níveis sucessivos, prevendo-se assim um período de transição cujas características são apresentadas a seguir. Além disso, deve ser garantido um número razoável de demonstrações práticas, apropriadas para os anfiteatros disponíveis. Um ponto essencial para a implementação de uma proposta como esta será a existência de uma infra-estrutura necessária, como auditórios, salas e laboratórios em número suficiente e com condições adequadas. A construção do prédio do Instituto de Física, cujo projeto já está pronto, será certamente um fator importante para facilitar e otimizar as reformas pretendidas.
Os números entre
parênteses representam, respectivamente, o número
de créditos e a carga horária semanal de cada disciplina
e os entre colchetes o número de créditos e a carga
horária semanal de cada semestre.
Os cursos em itálico são
considerados básicos para os estudantes do
CT e do CCMN.
Nenhuma das disciplinas oferecidas exigirá
pré-requisito formal. Portanto uma orientação
acadêmica efetiva será necessária para orientar
e aconselhar os estudantes que desejam seguir outros cronogramas
de estudos.
| Física II (Termodinâmica e Eletromagnetismo) (7-8)
|
Física III (Física Ondulatória e Corpuscular) (7-8)
|
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As disciplinas Laboratório I a IV
visam à abordagem experimental de temas de Física
Contemporânea.
As disciplinas eletivas são de escolha restrita, e devem ser escolhidas numa lista "evolutiva" de disciplinas oferecidas pelo Instituto de Física, por unidades da UFRJ ou por outras Instituições. Um trabalho de final de curso poderá ser considerado como sendo uma disciplina eletiva.
Apresentamos abaixo uma lista de sugestões
iniciais de disciplinas eletivas:
Mecânica Analítica
Teoria dos Campos
Teoria de Grupos
Fenomenologia de Partículas
Relatividade Geral
Grupos e Simetrias
Trabalho de Final de Curso
Probabilidade e Estatística
Eletrodinâmica Quântica
Óptica
Integrais de caminho
Caos e sistemas não-lineares
Supercondutividade
Instrumentação Nuclear
Eletrônica Analógica
Eletrônica Digital
Inteligência artificial
Computação Algébrica
Interação da Radiação com a Matéria
Dosimetria de radiações ionizantes
Proteção Radiológica
História da Ciência
Evolução do Pensamento Científico
etc..............................................
...................................................
....................................................
Apresentamos a seguir os objetivos, ementas resumidas
e bibliografias para as disciplinas do novo currículo do
Instituto de Física.
Objetivo: Introduzir os conceitos fundamentais
da Mecânica, com ênfase na discussão de princípios
básicos. Serão também estudadas aplicações
em situações que só envolvam integrais ou
derivadas de funções simples.
Metodologia: A apresentação
da matéria se dará em duas aulas magnas semanais
de 1 hora de duração cada. Serão usados recursos
audiovisuais, computacionais e, principalmente, demonstrações
ilustrativas dos fenômenos físicos importantes para
a fixação dos conceitos estudados. A fixação
desses conceitos deve ser baseada em atividades durante as quais
o aluno tenha uma postura ativa; para isso os trabalhos serão
desenvolvido em grupos de no máximo 3 alunos quando em
Aulas de Laboratório (3 horas por semana) e de 5 em salas
de Trabalhos Dirigidos (3 horas por semana).
Ementa: Modelos em física; Leis de
Newton: Cinemática em uma e mais dimensões, Forças
simples, Movimento circular; Sistemas de partículas e conservação
do momento linear; Centro de massa; Conceitos de trabalho e energia;
Conservação da energia; Torque; Momento angular;
Movimento do Corpo Rígido com um eixo fixo; Fluidos.
Bibliografia: - Fundamentals of Physics (4th edition - Extended)
D. Halliday, R. Resnick and J. Walker - John Wiley & Sons, Inc.
- Curso de Física Básica (1-Mecânica)
H. Moysés Nussenzveig - Editora
Edgard Blücher Ltda.
Objetivo: Introduzir os conceitos fundamentais
da Termodinâmica e do Eletromagnetismo, com ênfase
na discussão de princípios básicos. Estudar
aplicações em que as ferramentas matemáticas
exigidas estejam ao alcance de um aluno do segundo período.
Metodologia: ver Física I
Ementa: Calor e Temperatura; Teoria cinética
dos gases; Primeira Lei da Termodinâmica; Entropia e Segunda
Lei da Termodinâmica; Conceito de campo gravitacional e
elétrico; Lei de Gauss; Potencial elétrico; Corrente
elétrica e circuitos; Campo magnético e Lei de Ampère;
Lei de Faraday e Indução; Magnetismo e matéria;
Equações de Maxwell.
Bibliografia: - Fundamentals of Physics (4th edition - Extended)
D. Halliday, R. Resnick and J. Walker - John Wiley&Sons, Inc.
- Curso de Física Básica (2-)
H. Moysés Nussenzveig - Editora
Edgard Blücher Ltda.
Objetivo: Introduzir os conceitos fundamentais
da Física Ondulatória, da Física Quântica
e da Física Corpuscular. Por se tratar de um curso introdutório
a ênfase será a discussão de princípios
básicos. Serão também estudadas aplicações
onde as ferramentas matemáticas exigidas estejam ao alcance
de um aluno do terceiro período..
Metodologia: ver Física I
Ementa: Oscilações livres,
amortecidas e forçadas; Ressonância; Ondas: frequência,
comprimento de onda, ondas em cordas; Interferência e ondas
estacionárias; Ondas sonoras e eletromagnéticas;
Ótica: reflexão, refração, dispersão,
interferência e difração; Introdução
à Relatividade Especial; Introdução à
Física Quântica; Introdução aos Conceitos
da Física Moderna.
Bibliografia: - Fundamentals of Physics (4th edition - Extended)
D. Halliday, R. Resnick and J. Walker
- John Wiley&Sons, Inc.
É necessário mudar as cargas horárias
e as ementas dos cursos atuais de Cálculo I, II e III,
de modo a compatibilizá-las com as idéias gerais
expostas nesta proposta e, em particular, com a idéia de
concentrar a formação básica em física
e matemática nos três primeiros semestres, aumentando
a carga horária desses cursos, e evitando a proliferação
de diferentes disciplinas e a especialização prematura.
Os programas atuais de Cálculo Diferencial I, II e III
são os seguintes:
Cálculo I : Limites simples; Derivada; Aplicações
de derivadas; Regras de derivação; Máximos
e mínimos; Teorema do valor médio; Regra de l'Hôpital;
Integral; Aplicações de intergral; regras de
integração
Cálculo II: Equações diferenciais
ordináriasde primeira ordem; Equações diferenciais
ordináriasde segunda ordem com coeficientes constantes;
Aplicações de equações diferenciais;
Curvas em R2 e aplicação ao estudo do
movimento planetário; Funções de varias
variáveis; Curvas em R3; Gráficos de
funções R2 em R; Derivadas parciais;
derivadas parciais vetoriais; Diferencial; Derivadas direcionais;
Gradiente; Integral de linha e aplicações.
Cálculo III: Polinômios de Taylor
de funções de uma e várias variáveis;
Regra de cadeia; Coordenadas curvilíneas; Teorema da
função inversa e implícita; Superfícies
em R3; Máximos e mínimos; Integral múltipla;
Aplicações de integral múltipla; Teoria
do campo; Teoremas de Green, Stokes e Gauss; Interpretação
física.
Objetivo: Capacitar o aluno a resolver problemas
através do cálculo matricial e do cálculo
vetorial.
Ementa: Geometria dos espaços vetoriais
de dimensão finita; Transformações lineares;
Matrizes e determinantes; Autovalores e autovetores; Produtos
escalar e vetorial com aplicações à geometria
euclidiana.
Bibliografia: A ser definida
Objetivo: Apresentar ao aluno as idéias
básicas sobre o funcionamento e organização
dos computadores. Introduzir os elementos básicos de programação
através do estudo de uma linguagem (Pascal) e aplicá-la
na resolução de problemas.
Ementa: Caracaterísticas básicas
de organização de um computador; Algoritmos; programação
básica e estruturação de um programa; Representação
de dados; Estudo de uma linguagem de programação
(Pascal); Solução de problemas numéricos.
Bibliografia: - Introdução à programação Pascal.
Welsh e Elder
- Apostila de Computação I - Instituto
de Matemática/UFRJ.
Objetivo: Capacitar o aluno a utilizar recursos
computacionais atuais, aprendendo as bases da programação
numérica e algébrica. Conceituar e aplicar tópicos
de cálculo diferencial e integral, de equações
diferencias e de sistemas lineares, sempre abordando fenômenos
físicos
Ementa: Cálculo Numérico:
Diferenciação; Integração (regras
do trapézio, de Simpson e de Bode); Zeros de equações
(métodos da bi-secção, de Newton-Raphson
e da secante); Métodos de Monte-Carlo (geração
de números aleatórios e integração);
Matrizes (resolução de equações matriciais,
inversão de matrizes e cálculo de auto-valores);
Equações diferenciais ordinárias do tipo
dy/dx=f(x,y) e d2y/dx2+k(x)y=S(x);
Problemas de auto-valores e condições de contorno.
Cálculo Algébrico: Utilização
de softwares como Derive, Maple e Matemática em problemas
de: Diferenciação, Integração, Equações
diferenciais; Transformações de Fourier e Laplace;
Expansão em série de Taylor; Matrizes(sistemas de
equações lineares, inversão, auto-valores
e auto-vetores) e elaboração de "procedures".
Tópicos adicionais: Aprendizado do FORTRAN, familiarização
com softwares para visualização de dados (Grapher
for Windows, Graftool e Origin) e para tratamento de texto (Word
ou LaTeX), Abordagem de problemas físicos (espalhamento
clássico, modos normais de vibração de cordas,
etc.)
Bibliografia: Cálculo Numérico:- Computational Physics, E.S. Koonin - Benjamin Cummings.
- Numerical Recipes - FORTRAN, H. Press
et al. - CUP.
Cálculo Algébrico: Manuais
(DERIVE, MAPPLE e MATEMÁTICA)
Objetivo: Familiarizar o aluno com alguns
conceitos e métodos básicos de química.
Ementa: Normas de Segurança do trabalho
no laboratório; Sínteses químicas simples;
Análises qualitativa e quantitativa de soluções
simples; Termoquímica; Cinética química;
Equilíbrio químico; Células galvânicas.
Metodologia: Os objetivos acima devem ser
atingindos em um curso com carga horária semanal de 4 horas,
sendo 1 expositiva e 3 de laboratório. Tratando-se de um
curso do terceiro semestre, o aluno já adquiriu conhecimentos
básicos de termodinâmica e de eletricidade. Durante
a aula expositiva serão introduzidos os conceitos necessários
ao entendimento das experiências que serão realizadas
no laboratório.
Bibliografia: - A ser definida.
Objetivo: Desenvolver no aluno uma base sólida
dos conceitos e métodos da mecânica clássica
da partícula e dos sistemas de partículas. Capacitá-lo
a utilizar métodos matemáticos, principalmente análise
vetorial e equações diferenciais, para analisar
os fenômenos mecânicos da natureza.
Ementa: Elementos de mecânica Newtoniana;
Movimento de uma partícula em uma, duas e três dimensões;
Movimento de um sistema de partículas; Oscilações
lineares e não-lineares; Corpos rígidos; Rotação
em torno de um eixo; Estática; Gravitação.
Bibliografia: - Classical Dynamics of Particles and Systems
J. B. Marion - Academic Press.
- Mecânica
K. R. Symon - Editora Campus, Rio de
Janeiro.
Objetivo: Fornecer ao aluno elementos básicos
de mecânica lagrangiana e hamiltoniana e uma introdução
à mecânica dos meios contínuos e às
ondas. Capacitar o aluno a utilizar métodos matemáticos,
particularmente tensores e cálculo variacional, para resolver
problemas de mecânica.
Ementa: Sistema de coordenadas em movimento;
Equações de Lagrange; Equações de
Hamilton; Introdução à mecânica dos
meios contínuos; Teoria de pequenas oscilações.
Bibliografia: - Classical Dynamics of Particles and Systems
J. B. Marion - Academic Press.
- Mecânica
K. R. Symon - Editora Campus, Rio de
Janeiro.
Objetivo: Introduzir a teoria eletromagnética
de Maxwell, explorando o seu aspecto matemático e aplicações
Ementa: Eletrostática: campo, divergência,
rotacional, potencial, trabalho e energia, condutores; Técnicas
de cálculo de potenciais: equação de Laplace,
método das imagens, separação de variáveis,
expansão em multipolos; Eletrostática em meios materiais:
polarização, campo de um objeto polarizado, deslocamento
elétrico, dielétricos; Magnetostática no
vácuo: Lei de Lorentz, Lei de Biot-Savart, divergência,
rotacional, potencial vetorial; Magnetostática em meios
materiais: magnetização, campo de um objeto magnetizado,
campo auxiliar H, meios lineares e não lineares.
Bibliografia: - Introduction to Electrodynamics (2nd Edition)
David J. Griffiths - Prentice Hall
Objetivo: Introduzir a teoria eletromagnética
de Maxwell, explorando o seu aspecto matemático e aplicações
Ementa: Eletrodinâmica: força
eletromotriz, lei de Faraday, equações de Maxwell,
formulações dos potenciais da eletrodinâmica,
energia e momento; Ondas eletromagnéticas: equação
de onda, ondas eletromagnéticas em meios não condutores
e em meios condutores, dispersão, ondas guiadas; Radiação
eletromagnética: radiação de dipolo, radiação
de uma carga puntiforma; Teoria da relatividade especial; Mecânica
relativista; Eletrodinâmica relativista
Bibliografia: - Introduction to Electrodynamics (2nd Edition).
David J. Griffiths - Pentice Hall
Objetivo: Apresentar os principais tópicos
da matemática necessária ao acompanhamento dos cursos
do ciclo profissional, com aplicações referentes
a estes cursos.
Ementa: Números complexos; Introdução
às funções de variáveis complexas;
Teorema de Cauchy; Série de Taylor; Equações
diferenciais ordinárias lineares; Equações
com coeficientes constantes; Transformada de Laplace; Série
de Fourier e aplicação às equações
de derivadas parciais
Bibliografia: - Física Matemática
Eugene Butkov - Guanabara Koogan, Rio
de Janeiro.
Objetivo: Apresentar os principais tópicos
da matemática necessária ao acompanhamento dos cursos
do ciclo profissional, com aplicações referentes
a estes cursos.
Ementa: Funções de variáveis
complexas; Série de Laurent e aplicações
ao cálculo de resíduos; Integrais de funções
reais; Integral de Fourier; Equações diferenciais
ordinárias de segunda ordem; Solução das
equações homogênea e não-homogênea;
Método de Frobenius; Equações diferenciais
parciais; Método de separação de variáveis;
Problema de Sturm-Liouville; Funções especiais;
Funções de Green; Espaços vetoriais de dimensão
infinita.
Bibliografia: - Física Matemática
Eugene Butkov - Guanabara Koogan, Rio
de Janeiro.
(*) As ementas de Métodos da Física Teórica
I e II foram elaboradas assumindo os programas atuais de Cálculo
Diferencial e Integral I, II e III. Elas deverão ser redefinidas
uma vez concluidas as mudanças necessárias nos cursos
de Cálculo Diferencial e Integral I, II e III, mudanças
essas mencionadas na Página 16 deste documento, adquirindo
o nome de Métodos da Física Teórica e Métodos
Avançados da Física Teórica.
Objetivo: Desenvolver
os aspectos conceituais e os princípios básicos
da Mecânica Quântica, apresentando-se ao mesmo tempo
a parte matemática com detalhe. Estabelecer uma ponte entre
as noções elementares de teoria quântica,
discutidas na Física Básica e nos experimentos de
Física Quântica, e os desenvolvimentos mais formais
da Mecânica Quântica estudados na Pós-graduação.
Ementa: Introdução aos conceitos
quânticos; Observáveis; Equações de
Evolução; Partículas quânticas em uma
dimensão; Partículas quânticas em 3 dimensões;
A notação de Dirac; O oscilador harmônico
em uma dimensão; O momento angular; Potenciais centrais;
O Átomo de Hidrogênio.
Bibliografia: - Basic Quantum Mechanics.
J. L. Martin - Clarenton Press, Oxford, 1981
- Quantum Mechanics.
C. Cohen-Tannoudij, B. Diu e F. Laloë
- John Wiley & Sons, 1982.
Objetivo: Desenvolver os aspectos conceituais
e os princípios básicos da Mecânica Quântica,
apresentando-se ao mesmo tempo a parte matemática com detalhe.
Estabelecer uma ponte entre as noções elementares
de teoria quântica, discutidas na Física Básica
e nos experimentos de Física Quântica, e os desenvolvimentos
mais formais da Mecânica Quântica estudados na Pós-graduação.
Ementa: Spin do elétron; Perturbações
estacionárias (casos não degenerado e degenerado);
Outras aproximações estacionárias: método
variacional, método WKB; Perturbações dependentes
do tempo; Teoria semiclássica da radiação;
Teoria quântica do espalhamento; Partículas idênticas;
O paradoxo de Einstein, Podolski e Rosen e a desigualdade de Bell.
Bibliografia: - Basic Quantum Mechanics.
J. L. Martin - Clarenton Press, Oxford, 1981
- Quantum Mechanics
C. Cohen-Tannoudij, B. Diu e F. Laloë
- John Wiley & Sons, 1982.
Objetivo: Ensinar os princípios básicos
da Física Estatística e da Termodinâmica.
Ementa: Estados de um sistema; Entropia e
temperatura; Distribuição de Boltzmann; Radiação
térmica; Potencial químico; Gas ideal; Gases de
Fermi e Bose; Calor e trabalho; Energia livre de Gibbs. Reações
químicas; Transformações de fase; Teoria
cinética; Propagação do som em gases. Condução
de calor.
Bibliografia: - Thermal Physics.
Ch. Kittel and H. Kroemer - W. H. Freeman.
- Fundamentals of Statistical and Thermal Physics.
F. Reif - Mc Graw-Hill.
- Thermodynamics and an introduction to Thermostatistics
H. B. Callen - John Wiley&Sons
Objetivo: Introduzir os alunos à Física
Contemporânea através da realização
de experimentos históricos que marcaram a Física
na transição entre os séculos XIX e XX. Visa-se
evidênciar e discutir hipóteses básicas da
Mecânica Quântica e da Relatividade Restrita. É
também necessário aprofundar o conhecimento de técnicas
de análise de dados, em especial ajustes de curvas e tratamento
de erros, e a capacidade do aluno de apresentar por escrito resultados
por ele obtidos.
Ementa: Deverão ser realizadas um
mínimo de 8 experiências. Um conjunto não
exaustivo delas é: Experiência de Millikan; Medida
da relação e/m para o elétron; Radiação
de Corpo Negro; Efeito Compton; Difração de Elétrons;
Formação de pares; Emissão a;
Efeito fotoelétrico; Sistemática de Espectros Atômicos;
Experiência de Frank-Hertz; Efeito Zeeman.
Bibliografia: - A ser definida.
Objetivo: Estudos das técnicas básicas
utilizadas nos Laboratórios de Física Contemporânea
existentes no IF-UFRJ
Ementa: Introdução à
intrumentação analógica e digital: filtros
passivos, dispositivos semicondutores, amplificador operacional,
portas lógicas, multivibradores e osciladores; Introdução
ao tratamento analógico de sinais: converões analógico/digital
e digital/analógica, ruídos e interferências,
amplificadores "lock-in", monocanal e multicanal, módulos
NIM, microprocessadores, interfaceamento com microcomputadores,
transdutores; Introdução à tecnologia de
vácuo e deposição de filmes finos; Criogenia.
Bibliografia: A ser definida.
Objetivo: Realizar experimentos em Física
da Matéria Condensada relacionados com as áreas
de pesquisa ativas no IF-UFRJ.
Ementa: Ótica: Difração de Bragg (laser ou microondas); interferometria ótica, ótica física, birefringência e rotação de Faraday; Fibras óticas, abertura numérica e atenuação da radiação.
Termodinâmica e Física Estatística: Sistemas de muitos elétrons; condutividade elétrica e térmica em metais, semicondutores e isolantes; termometria; calor específico de sólidos.
Física dos Semicondutores: Noções de teoria de bandas, massa efetiva, mobilidade dos portadores de carga; influência de impurezas tipo N e P. Física da junção PN, diodos, diodo Zener e de efeito tunel, efeito Hall, Transistores bipolares e de efeito de campo.
Introdução ao Magnetismo: Diamagnetismo, paramagnetismo e ferromagnetismo; Produção e medida de campos magnéticos; Métodos de medidas de magnetização e suscetibilidade, Histerese magnética; Princípios de ressonância magnética.
Introdução à supercondutividade:
Materiais supercondutores e sua caracterização por
medidas de transporte e magnéticas; Efeito Josephson e
Squid.
Bibliografia: A ser definida.
Objetivo: Realizar experimentos em Física
Atômica, Molecular, Nuclear e de Partículas Elementares
relacionadas com as áreas de pesquisa ativas no IF-UFRJ.
Alguns tópicos dependerão de visitas a instituições
externas à UFRJ.
Ementa: Produção e detecção
de raios X contínuos e de linhas; Eletrons Auger; Fontes
de íons e aceleradores; Fontes radioativas; Interação
de partículas e da radiação com a matéria;
Detetores de partículas e de radiação; Proteção
Radiológica; Análise de trajetórias de partículas
elementares.
Bibliografia: A ser definida .-
Objetivo: Proporcionar ao aluno uma formação
básica em Física Atômica e Molecular e Óptica.
Ementa: Átomos de um, dois e muitos
elétrons; Método de Hartree-Fock; Interação
de átomos com campos eletromagnéticos; Espectros
atômicos e radiação; Lasers; Estrutura molecular;
Aproximação de Born-Oppenheimer; Espectros moleculares;
Colisões atômicas: elétron-átomo e
átomo-átomo em diferentes regimes de velocidades;
Tópicos especiais: jatos supersônicos, armadilha
de átomos e íons, átomos e moléculas
frios.
Bibliografia: - Physics of atoms and molecules.
B. H. Bransden and C. J. Joachain - LongmanGroup Ltd. (1984).
- Artigos de atualidade sobre os tópicos
especiais.
Objetivo: Apresentar
os conceitos fundamentais da Física Nuclear e de Partículas
Elementares. Estudar modelos nucleares fenomenológicos,
o modelo padrão e processos usados para aceleração
e deteção de partículas.
Ementa: Espalhamento
de Rutherford; Núcleos estáveis e instáveis;
Modelos Nucleares: gota líquida, gás de Fermi, modelo
de camadas e modelos coletivos; Decaimentos alfa, beta e gama;
Aplicações da Física Nuclear: fissão,
fusão, energia nuclear e datação; Deteção
e aceleração de partículas; Fenomenologia
de Partículas Elementares; Simetrias: teorema CPT; Apresentação
do Modelo Padrão e de algumas extensões; Astrofísica.
Bibliografia: - Introduction to Nuclear and Particle Physics.
Ashok Das and Thomas Ferbel - John Wiley & Sons.
- Nuclear and Particle Physics.
W. S. C. Williams - Oxford Science Publications.
Objetivo: Apresentar os conceitos fundamentais
na Física da Matéria Condensada. Exemplificar a
relevância da identificação de simetrias na
solução de problemas eletrônicos, estruturais
e magnéticos em sólidos periódicos. Fornecer
aos alunos uma base adequada para o estudo de tópicos mais
avançados como sistemas desordenados, teoria BCS da supercondutividade
e efeito Hall quântico.
Ementa: Modelos de Drude e Sommerfeld para
metais; Redes cristalinas; Rede recíproca; Elétrons
em potencial periódico; Aproximação de elétron
quase livre e de elétron fortemente ligado; Descrição
semiclássica da dinâmica de elétrons em sólidos;
Coesão cristalina; Isolantes, semicondutores e metais;
Vibrações cristalinas, fônons; Propriedades
magnéticas da matéria; Aplicações
específicas que devem variar de semestre para semestre
conforme motivação do professor e da turma.
Bibliografia: - Solid State Physics.
Ashcroft and Mermin - Saunders College Publishing (1976).
- Introduction to Solid State Physics.
C. Kittel - John Wiley & Sons, 7th Edition.
- Solid State Physics: An Introduction to Theory and Experiments.
Ibach and Lüt - Springer-Verlag (1993).
Os anexos a seguir reúnem informações
sobre currículos atuais de várias universidades
norte-americanas.
Os currículos foram obtidos através
da rede Internet, pois catálogos eventualmente disponíveis
no Instituto estão desatualizados, visto que as Universidades
norte-americanas passaram por várias reformas ao longo
dos últimos anos. As informações sobre a
reforma curricular do MIT constam do último boletim dessa
instituição. As informações recolhidas
pelo Grupo de Trabalho estão certamente incompletas, pois
o nível de detalhamento das páginas das instituições
no WWW é muito variado. Embora esse trabalho de coleta
de informações deva continuar (para o que se solicita
a contribuição de professores e estudantes), o material
anexo já é suficientemente rico e contem programas
que abrangem um leque variado em termos de nível de exigência.
A concentração do material até agora recolhido
em universidades norte-americanas deve-se ao fato de que há
nelas, reconhecidamente, uma preocupação maior com
o ensino e a transição dos estudantes do curso secundário
para a Universidade do que nas universidades européias.
Por outro lado, as universidades brasileiras têm sofrido
mudanças curriculares modestas nos últimos anos,
e seus programas, freqüentemente inspirados pelos currículos
norte-americanos da década de 1960, estão obsoletos
e sofrem dos mesmos males que se procuram corrigir na atual reforma
curricular.
Um exame dos exemplos apresentados a seguir permite
apreciar o alto grau de flexibilidade dos programas atuais das
universidades norte-americanas, com um núcleo mínimo
de obrigatórias e um leque variado de eletivas. Além
disso, é enfatizada em todas elas a importância do
trabalho dos alunos, o que leva no ciclo básico a aulas
expositivas centradas em demonstrações práticas,
com uma carga horária semanal reduzida, à cobrança
regular de listas de problemas, e à programação
de sessões de tutoria, com turmas contendo números
reduzidos de alunos.
Deve ser notada a grande importância atribuída
ao primeiro ano do estudante na universidade. Em particular, o
primeiro semestre é cuidadosamente planejado, de modo a
garantir aos estudantes que entram na universidade uma assistência
constante.
Evidentemente, a reforma curricular do Instituto
de Física da UFRJ deverá levar em conta as condições
locais. Os exemplos anexos podem no entanto ser úteis para
um balizamento de nossa reforma, ajudando a situá-la dentro
do contexto global da física contemporânea.
O Massachusetts Institute of Technology realizou recentemente uma reforma curricular, que resultou numa reformulação do curso básico, e em várias alterações no ciclo profissional. A leitura das três páginas seguintes é altamente recomendada, pois apesar das diferenças óbvias com relação à nossa situação, vários comentários e sugestões fazem sentido também em nosso contexto. O novo programa prevê que o curso dado para os alunos que acabaram de entrar na Universidade ("freshman year") deve ser especialmente elaborado, tendo em vista que o primeiro ano é um período de transição entre escolas secundárias com níveis diversos de demanda e o MIT. Assim, propõe-se para o primeiro semestre de física, que aborda a Mecânica, uma carga horária semanal composta de uma aula magna para cerca de 300 alunos, com demonstrações, mais três sessões de natureza tutorial, sendo duas de uma hora de duração, com turmas de 16 alunos, e uma de meia hora, antes do teste semanal, para 32 alunos).
Prevê-se que as aulas tutoriais serão
divididas entre exposições mais detalhadas da teoria
("mini-lectures") e a resolução de problemas,
concentrando-se nos aspectos mais difíceis do trabalho
semanal. Deve-se notar também o caráter "enxuto"
do curso do MIT, com um número mínimo de disciplinas
obrigatórias. Observe-se ainda que foi realizada uma extensão
do curso de Mecânica Quântica, de modo a incluir um
número maior de aplicações.
O Departamento de Física da Universidade
de Berkeley apresenta um material bastante detalhado no WWW, incluindo
os livros texto e a descrição das demonstrações
experimentais. Há dois tipos de ciclo básico, o
regular e o "honors", com programas e bibliografias
diferentes. Ambos são realizados em três semestres.
A carga horária semanal é de três aulas magnas
de uma hora de duração cada uma, e uma hora de aula
tutorial (as disciplinas do ciclo profissional apresentam carga
horária idêntica). Não foi possível
obter no entanto informações sobre quais são
as disciplinas obrigatórias e eletivas no ciclo profissional.
Deve ser notada a ênfase dada ao curso de Física
Moderna Experimental ("Advanced Undergraduate Lab").
Note-se ainda que o curso de Física Atômica Moderna
("Physics 138") tem como pré-requisitos os cursos
de Mecânica Quântica I e II, enquanto o curso chamado
por eles de Mecânica Analítica tem programa idêntico
ao nosso curso de Mecânica Geral (é adotado como
livro texto o Marion e Thornton, Classical Dynamics of Particles
and Systems).
A classificação da Universidade de
Oregon entre as universidades norte-americanas é inferior
às de Berkeley e MIT, e a escolha de alunos é conseqüentemente
menos seletiva. Nos últimos anos, no entanto, o Departamento
de Física desenvolveu uma política agressiva de
contratações, resultando no estabelecimento de excelentes
grupo de pesquisa. Note-se que lá também o ciclo
básico tem a duração de três semestres,
e Mecânica Analítica, no nível do Goldstein,
é oferecida como disciplina de Pós-Graduação.
O curso básico de física para Ciências
e Engenharia tem a duração de três semestres.
São cursos obrigatórios para o bacharelado, além
das três disciplinas básicas, dois cursos de Mecânica,
totalizando um ano, com programa equivalente ao do nosso curso
de Mecânica Geral; um laboratório de Física
Clássica; dois cursos de Eletromagnetismo (equivalentes
ao nosso curso de um ano); dois cursos de Física Atômica
e Mecânica Quântica, totalizando um ano. Além
disso, o aluno deve escolher um curso entre Laboratório
de Física Moderna, Circuitos Eletrônicos, Termodinâmica
e Mecânica Estatística, Introdução
à Física dos Plasmas, Luz, Física Sub-atômica
e Introdução à Física do Estado Sólido.
Estão previstas ainda cerca de cinco disciplinas eletivas
(18 a 21 créditos), sendo aconselhado aos estudantes que
duas dessas sejam na área de física (6 a 8 créditos),
uma ou duas na área de matemática (3 a 6 créditos),
e pelo menos três créditos sejam em ciência
da computação.
O programa de Engenharia Física da Universidade
de Illinois em Urbana pretende preparar os estudantes tanto para
a pós-graduação em física e áreas
relacionadas, como para postos de pesquisa e desenvolvimento em
laboratórios industriais e governamentais. Ele prevê
que, nos primeiros dois anos, o estudante segue o programa comum
de engenharia, enquanto nos dois últimos anos, é
dada ênfase em cursos avançados em física
e matemática, além da oferta de um leque de eletivas.
O ciclo básico, que coincide com o do curso regular, tem
a duração de três semestres. Como nos três
exemplos anteriores, não existe um curso separado de Termodinâmica,
sendo coberta em um semestre a disciplina de Termodinâmica
e Física Estatística.
Está disponível na rede apenas a lista
de disciplinas a serem oferecidas no primeiro semestre de 1996,
não havendo menção de quais são as
obrigatórias e as eletivas. Por outro lado, a partir da
informação mais detalhada sobre o curso inicial
da seqüência de física básica ("Physics
141"), é possível deduzir que ele faz parte
de uma seqüência de três cursos (141, 142 e 244),
apesar de existir também um quarto curso de Física
Geral (245).
A carga horária consiste de três aulas
magnas de uma hora cada uma, mais duas horas de laboratório,
precedidas de uma hora de discussão sobre o material do
curso e, eventualmente, sobre o laboratório. É oferecido
também um curso de resolução de problemas
em paralelo ao 141, com uma hora por semana. Estudantes menos
preparados são aconselhados a seguir o curso 099 ("Preparation
for Elementary Physics Sequences"), com três horas
por semana, antes de se inscreverem na seqüência de
Física Básica. Este curso não dá direito
a crédito, e é equivalente ao curso de "Física
0", que já chegou a ser oferecido em algumas universidades
brasileiras.
Também a Universidade de Illinois em Chicago
não apresenta um curso separado de Termodinâmica.
O curso de Mecânica Analítica no nível do
Goldstein é oferecido na Pós-Graduação.
Há dois semestres de Métodos Matemáticos,
e dois de Mecânica Geral. São previstos três
cursos de física moderna, sobre Física Atômica
e Molecular, Matéria Condensada e Física Nuclear
e de Partículas, tendo como pré-requisito o curso
de Mecânica Quântica I e, no caso de Matéria
Condensada, também o curso de Física Térmica
e Estatística.
Deve ser notado o cuidado especial dedicado à
preparação do curso básico para os alunos
recém-admitidos na Universidade. Os estudantes recebem
no início do curso um guia de estudo (em anexo), relacionando
os tópicos a serem cobertos em cada semana, os problemas
a serem resolvidos, e as experiências a serem realizadas
no laboratório. É interessante observar também,
a partir do guia de estudo, o nível de aprofundamento dos
diversos tópicos (o livro texto adotado é o Serway,
Physics for Scientists and Engineers, Third Edition).
O currículo da UCLA compreende cinco cursos
de Física Geral para os alunos de Ciências e Engenharias
(8A a 8E). O primeiro e o terceiro cursos têm uma carga
horária maior (4 horas semanais de aulas com demonstrações,
uma hora de discussão, mais três horas de laboratório,
nos cursos 8AL e 8EL, sendo uma delas para aula expositiva).
Para os outros cursos da série, há apenas três
horas de aulas semanais com demonstrações. Os alunos
têm a possibilidade de se inscreverem em cursos regulares
ou "honors". Há um curso de Termodinâmica
e Física Estatística, e um ano de Mecânica
no ciclo profissional, que não inclui no entanto desenvolvimentos
mais formais como transformações canônicas
e o formalismo de Hamilton-Jacobi.
Deve ser notado que a periodização
da UCLA é por trimestre ("quarters"), havendo
três períodos de cursos por ano (outono, inverno
e primavera). Assim, a seqüência de cinco cursos básicos
é cumprida em um ano e meio.
O Departamento de Física da Universidade
de Maryland tem sido consistentemente classificado nos últimos
anos entre os 20 melhores departamentos de física dos Estados
Unidos. A relação de cursos anexa contem tanto os
cursos de graduação (códigos 101 até
499), como os de pós-graduação (códigos
601 até 889).
Há dois cursos básicos de física,
um seguido predominantemente por alunos de engenharia (PHYS161,
PHYS262, PHYS263) e outro seguido por estudantes de física
ou de engenharia que desejem uma formação mais rigorosa
em física (PHYS171, PHYS272, PHYS273), ambos com a duração
de três semestres.
Há ainda um curso "honors", também
com a duração de três semestres (PHYS171H,
PHYS272H, PHYS273). Os cursos da seqüência 161, 262,
263 possuem três aulas magnas semanais, para turmas de cerca
de 100 alunos, de 50 minutos cada uma, e uma aula semana de discussão,
também de 50 minutos, para turmas de 20 a 30 alunos.
Há uma sessão semanal de laboratório,
de uma hora e cinqüenta minutos de duração.
Os cursos para estudantes de física têm quatro aulas
de 50 minutos por semana, para turmas de 35 a 40 alunos. As sessões
semanais de laboratório têm uma duração
maior (duas horas e cinqüenta minutos para o primeiro curso,
três horas e cinqüenta minutos para os demais).
O curso profissional prevê um semestre de
Termodinâmica e Física Estatística. O curso
de Mecânica Analítica é previsto na Pós-Graduação.
O programa do Departamento de Física da Universidade da Pensilvânia prevê um núcleo básico (três semestres de física, quatro de matemática, um de eletrônica, além de Mecânica Clássica, Eletrodinâmica I e II, e Mecânica Quântica I), que deve ser complementado por disciplinas que dependem da área de concentração escolhida pelo estudante entre três disponíveis no Departamento: Teoria Física e Técnicas Experimentais, Princípios Químicos e Técnicas de Computação. Uma quarta área de concentração, Astrofísica, deverá estar disponível em breve.
Uma pesquisa realizada em 1991 [Halley et al., Am.
J. Phys. 59, 403 (1991)], entre 60 universidades americanas,
sobre a utilização de livro-texto, entre outros
tópicos, levou aos seguintes resultados:
1- Mecânica:
* Classical Dynamics of Particles and Systems, Marion 47.4%
* Mechanics, Symon 19.9%
* Analytical Mechanics, Fowles 13.0%
* An Introduction to Mechanics, Kleppner
and Kolenkow 11.1%
2- Eletricidade e Magnetismo:
* Introduction to Electrodynamics, Griffiths 23.0%
* Optics, Hecht and Zajac 18.7%
* Electricity and Magnetism, Purcell 18.1%
* Foundations of Electromagnetic Theory,
Reitz, Milford and Christy 16.7%
3- Termodinâmica e Física Estatística:
* Fundamentals of Statistical and Thermal Physics, Reif 42.6%
* Thermal Physics, Kittel and Kroemer
37.0%
4- Física Moderna:
* Quantum Physics, Eisberg and Resnick 43.0%
* Quantum Mechanics, Liboff 26.9%
* Quantum Physics Gaziorowicz 20.2%
* Introduction to High Energy Physics, Perkins 14.4%
* Elementary Quantum Mechanics, Saxon
13.6%
5- "Outros":
* Solid State Physics, Kittel 30.4%
*Art of Electronics, Horowitz and Hill 29.1%
* Experiments in Modern Physics, Melissinos 25.0%
* Mathematical Methods in the Physical Sciences,
Boas 10.4%
A implantação do novo currículo aqui proposto deverá ocorrer em duas fases. Na primeira serão implantadas mudanças que não dependam da adequação do curso de Cálculo, ou seja:
Isso seria realizado em 96/2.
Em relação às demais disciplinas
do ciclo profissional, não deve haver dificuldade para
implementação. As quatro disciplinas Laboratório
I a IV, devem poder começar a funcionar desde já,
mesmo com um acervo de experiências ainda não completo,
e a cadeira de Métodos Computacionais da Física
já dispõe da infra-estrutura necessária.
Os alunos que ingressarem a partir de 96/2 seguirão
o novo currículo cuja grade curricular é apresentada
a seguir. Para a conclusão do curso de Físico será
necessário a aprovação em disciplinas equivalentes
a 130 créditos distribuidos conforme a tabela abaixo.
| Disciplinas do Básico | 52 créditos |
| Disciplinas do Profissional | 66 créditos |
| Disciplinas Eletivas de Livre Escolha | 4 créditos |
| Disciplinas Eletivas de Escolha Restrita | 8 créditos |
| Total | 130 créditos |
As normas de transição apresentadas a seguir se aplicam a essa primeira fase. Quando da segunda etapa serão necessárias novas alterações.
Na segunda fase, proposta para se iniciar em 97/1,
serão implantadas as novas Físicas Básicas
e as novas disciplinas de Métodos que deverão ter
suas ementas revistas no sentido de se tornarem compatíveis
com o novo curso de Cálculo. No que diz respeito às
cadeiras do Ciclo Básico oferecidas pelo Instituto de Física
aos estudantes do CT e do CCMN, e no intuito de suavizar a transição
entre os Currículos atual e novo, a implantação
da mudança se dará em dois semestres(97/1 e 97/2).
Só serão oferecidas as seguinte disciplinas no primeiro
semestre (97/1) dessa transição:
Currículo antigo: Física III e Física Experimental III
Física IV e Física Experimental
IV
Currículo novo : Física I
(com aula magna, aulas de fixação de conceitos e
atividades de laboratório)
Assim, a sobrecarga devida à introdução da nova disciplina de Física I, com 2 horas de Aula Magna, 3 horas de Aulas de Fixação de Conceitos e 3 horas de Laboratório por semana, será compensada pela exclusão dos cursos atuais de Física II e Física Experimental II, sem prejuízo da aprendizagem. De fato os temas de Fluídos, Termodinâmica, Oscilações e Ondas, da cadeira atual de Física II, serão transferidos para as cadeiras novas de Física I, II e III, respectivamente.
Física I (5cr - 6h) Física Experimental I (1cr - 2h) Cálculo Diferencial e Integral I (6cr - 6h) Computação (3cr - 4h) | Física II (5cr - 6h) Física Experimental II (1cr - 2h) Cálculo Diferencial e Integral II (4cr - 4h) Álgebra Linear II (4cr - 4h) |
Física III (5cr - 6h) Física Experimental III (1cr - 2h) Cálculo Diferencial e Integral III (4cr - 4h) Química Experimental (3cr - 4h) Métodos Computacionais da Física (4cr - 4h) | Física IV (5cr - 6h) Física Experimental IV (1cr - 2h) Métodos da Física Teórica I (4cr - 4h) Mecânica Clássica I (4cr - 4h) Eletiva de livre escolha (4cr - 4h) |
Mecânica Clássica II (4cr - 4h) Eletromagnetismo I (4cr - 4h) Laboratório I (4cr - 6h) Métodos da Física Teórica II (4cr - 4h) | Mecânica Quântica I (4cr - 4h) Termodinâmica e Física Estatística (6cr - 6h) Eletromagnetismo II (4cr - 4h) Laboratório II (4cr - 6h) |
Mecânica Quântica II (4cr - 4h) Laboratório III (4cr - 6h) Física Atômica, Molecular e Ótica (4cr - 4h) Física Nuclear e de Partículas (4cr - 4h) | Laboratório IV (4cr - 6h) Física da Matéria Condensada (4cr - 4h) Eletiva de escolha restrita (4cr - 4h) Eletiva de escolha restrita (4cr - 4h) |
Física I (5cr - 6h) Física Experimental I (1cr - 2h) Cálculo I (6cr - 6h) Química Geral I (4cr - 4h) | Física II (5cr - 6h) Física Experimental II (1cr - 2h) Cálculo II (4cr - 4h) Álgebra Linear II (4cr - 4h) Eletiva de livre escolha (4cr - 4h) |
Física III (5cr - 6h) Física Experimental III (1cr - 2h) Cálculo III (4cr - 4h) Mecânica Clássica I (4cr - 5h) | Física IV (5cr - 6h) Física Experimental IV (1cr - 2h) Cálculo IV (4cr - 4h) Mecânica Clássica II (4cr - 5h) Física Moderna I (4cr - 5h) |
Física Moderna II (4cr - 5h) Mecânica Clássica III (4cr - 5h) Métodos da Física Teórica I (4cr - 5h) Termodinâmica (4cr - 5h) | Mecânica Quântica I (4cr - 5h) Métodos da Física Teórica II (4cr - 5h) Eletromagnetismo I (5cr - 6h) Física Moderna Experimental I (4cr - 6h) |
Física Moderna III (4cr - 5h) Mecânica Quântica II (4cr - 5h) Eletromagnetismo II (5cr - 6h)
| Física Estatística (4cr - 4h) Eletivas de livre escolha (3cr - 3h) Eletiva de escolha restrita (4cr - 4h) Eletiva de escolha restrita (4cr - 4h) |
O novo currículo será implantado em
96/2 e o antigo será imediatamente extinto.
Os alunos que ingressaram na UFRJ até 96/1
seguirão o currículo de transição.
De acordo com as tabelas de equivalência apresentadas abaixo
todos os alunos terão seus créditos transferidos
para o novo currículo. Para a conclusão do curso
de Física será necessário a aprovação
em disciplinas equivalentes a 129 créditos distribuídos
da seguinte forma:
| Disciplinas Obrigatórias do Básico | 42 créditos |
| Disciplinas Eletivas Básicas de Escolha Condicionada | 8 créditos |
| Disciplinas Obrigatórias do Profissional | 40 créditos |
| Disciplinas Eletivas do Profissional de Escolha Condicionada | 24 créditos |
| Disciplinas Eletivas de Livre Escolha | 7 créditos |
| Disciplinas Eletivas de Escolha Restrita | 8 créditos |
| Total | 129 créditos |
As disciplinas obrigatórias são as
que tem equivalência direta com disciplinas do básico
atual. Elas correspondem a 42 créditos ou 50 horas
em sala de aula.
No currículo de transição há
um conjunto de disciplinas eletivas de escolha condicionada apresentado
abaixo. São disciplinas obrigatórias no novo currículo
mas que não tem equivalência direta com disciplinas
obrigatórias do currículo atual e vice-versa. Cada
aluno deverá obter 8 créditos dentre essas
disciplinas. Dessa maneira não haverá prejuízo
para alunos que já tiverem cursado as disciplinas no momento
da implantação do currículo.
| Cálculo IV (4cr) | Computação I (3cr) |
| Química Geral I (4cr) | Métodos Computacionais da Física (4cr) |
| Química Experimental (3cr) |
Obs.: As disciplinas cursadas deste grupo
também poderão ser computadas como de livre escolha
caso o aluno já possua os 8 créditos requeridos.
As disciplinas diretamente equivalentes do ciclo
profissional correspondem a 42 créditos ou 54 horas em
sala de aula no currículo atual e 40 créditos
ou 44 horas em sala de aula no currículo proposto.
As disciplinas apresentadas
na mesma linha são equivalentes.
Da mesma forma que para o ciclo básico, cada
aluno deverá obter 24 créditos dentre as
disciplinas abaixo.
Obs.: As disciplinas cursadas deste grupo
também poderão ser computadas como de escolha restrita
ou de livre escolha caso o aluno já possua os 24 créditos
requeridos .
O aluno deverá obter 7 créditos cursando disciplinas eletivas de livre escolha e 8 cursando disciplinas de escolha restrita.
As disciplinas de escolha restrita atualmente existentes são:
É importante que sejam criadas novas
disciplinas eletivas de escolha restrita por iniciativa dos grupos
de pesquisa atuantes no IF.
A partir de 96/2 só serão ministradas disciplinas do currículo novo com a exceção de Física Estatística que será oferecida em 96/2.
As disciplinas Computação, Métodos Computacionais da Física e Química Experimental deverão ser oferecidas todos os semestres por serem disciplinas do básico e por possuirem limitações quanto ao número de inscritos. As duas primeiras devem ser implementadas em 96/2 e a terceira em 98/1.
As disciplinas do ciclo profissional só serão ministradas uma vez por ano, no semestre em que a disciplina é recomendada, salvo situações excepcionais.
Os Laboratórios avançados, devido a sua capacidade limitada, poderão ser oferecidos fora do semestre normal. Entretanto é importante que os alunos sejam orientados no sentido de procurar respeitar a periodização recomendada.
As disciplinas de estrutura da matéria nos três primeiros semestres (96/2, 97/1 e 97/2) deverão ser oferecidas de acordo com o interesse de alunos. A secretaria de ensino deverá proceder como para as disciplinas eletivas organizando uma pré-inscrição.
A seguir é apresentada uma tabela onde são
indicados os semestres em que as disciplinas deverão ser
necessariamente oferecidas.
A seguir é apresentada a distribuição
de disciplinas recomendadas para alunos que estejam cursando o
segundo, quarto, sexto e oitavo período em 96/2. São
apresentadas, por semestre, as disciplinas recomendadas com seu
número de créditos e carga horária semanal.
A totalização por semestre do número de créditos,
quando em itálico, representa não a soma dos créditos
das disciplinas feitas mas o número de créditos
de disciplinas do currículo novo a que o aluno tem direito
por equivalência.
Física I (5cr - 6h) Física Experimental I (1cr - 2h) Cálculo I (6cr - 6h) Química Geral I (4cr - 4h) | Física II (5cr - 6h) Física Experimental II (1cr - 2h) Cálculo II (4cr - 4h) Computação I (3cr - 4h) |
Física III (5cr - 6h) Física Experimental III (1cr - 2h) Cálculo III (4cr - 4h) Métodos Computacionais (4cr - 4h) Álgebra Linear II (4cr - 4h) | Física IV (5cr - 6h) Física Experimental IV (1cr - 2h) Métodos da Física Teórica I (4cr - 4h) Mecânica Clássica I (4cr - 4h) Eletiva de livre escolha (4cr - 4h) |
Mecânica Clássica II (4cr - 4h) Métodos da Fíaica Teórica II (4cr - 4h) Eletromagnetismo I (4cr - 4h) Laboratório I (4cr - 6h) | Termodinâmica e Física Estatística (6cr - 6h) Mecânica Quântica I (4cr - 4h) Eletromagnetismo II (4cr - 4h) Laboratório II (4cr - 6h) |
Mecânica Quântica II (4cr - 4h) Física Atômica, Molecular e Ótica (4cr - 4h) Física Nuclear e de Partículas Elementares (4cr - 4h) Laboratório III (4cr - 6h) | Física da Matéria Condensada (4cr - 4h) Laboratório IV (4cr - 6h) Eletiva de escolha restrita (8cr - 8h) |
Física I (5cr - 6h) Física Experimental I (1cr - 2h) Cálculo I (6cr - 6h) Química Geral I (4cr - 4h) | Física II (5cr - 6h) Física Experimental II (1cr - 2h) Cálculo II (4cr - 4h) Álgebra Linear II (4cr - 4h) Eletiva de livre escolha (4cr - 4h) |
Física III (5cr - 6h) Física Experimental III (1cr - 2h) Cálculo III (4cr - 4h) Mecânica Clássica I (4cr - 5h) | Física IV (5cr - 6h) Física Experimental IV (1cr - 2h) Métodos da Física Teórica I (4cr - 4h) Mecânica Clássica II (4cr - 4h) Computação (3cr - 4h) |
Eletromagnetismo I (4cr - 4h) Métodos Computacionais da Física (4cr - 4h) Métodos da Física Teórica II (4cr - 4h) Laboratório I (4cr - 6h) | Eletromagnetismo II (4cr - 4h) Termodinâmica e Física Estatística (6cr - 6h) Mecânica Quântica I (4cr - 4h) Laboratório II (4cr - 6h) |
Mecânica Quântica II (4cr - 4h) Física Atômica, Molecular e Ótica (4cr - 4h) Física Nuclear e de Partículas Elementares (4cr - 4h) Laboratório III (4cr - 6h) | Física da Matéria Condensada (4cr - 4h) Laboratório IV (4cr - 6h) Eletivas de escolha restrita (8cr - 8h) |
Física I (5cr - 6h) Física Experimental I (1cr - 2h) Cálculo I (6cr - 6h) Química Geral I (4cr - 4h) | Física II (5cr - 6h) Física Experimental II (1cr - 2h) Cálculo II (4cr - 4h) Álgebra Linear II (4cr - 4h) Eletiva de livre escolha (4cr - 4h) |
Física III (5cr - 6h) Física Experimental III (1cr - 2h) Cálculo III (4cr - 4h) Mecânica Clássica I (4cr - 5h) | Física IV (5cr - 6h) Física Experimental IV (1cr - 2h) Cálculo IV (4cr - 4h) Mecânica Clássica II (4cr - 5h) Física Moderna I (4cr - 5h) |
Física Moderna II (4cr - 5h) Mecânica Clássica III (4cr - 5h) Métodos da Física Teórica I (4cr - 5h) Termodinâmica (4cr - 5h) | Mecânica Quântica I (4cr - 4h) Métodos da Física Teórica II (4cr - 4h) Eletromagnetismo I (4cr - 4h) Laboratório I (4cr - 6h) |
Termodinâmica e Física Estatística (6cr - 6h) Mecânica Quântica II (4cr - 4h) Eletromagnetismo II (4cr - 4h) Laboratório II (4cr - 6h) | Laboratório III (4cr - 6h) Eletiva de livre escolha (4cr - 4h)
Eletiva de escolha restrita (8cr - 8h) |
Física I (5cr - 6h) Física Experimental I (1cr - 2h) Cálculo I (6cr - 6h) Química Geral I (4cr - 4h) | Física II (5cr - 6h) Física Experimental II (1cr - 2h) Cálculo II (4cr - 4h) Álgebra Linear II (4cr - 4h) Eletiva de livre escolha (4cr - 4h) |
Física III (5cr - 6h) Física Experimental III (1cr - 2h) Cálculo III (4cr - 4h) Mecânica Clássica I (4cr - 5h) | Física IV (5cr - 6h) Física Experimental IV (1cr - 2h) Cálculo IV (4cr - 4h) Mecânica Clássica II (4cr - 5h) Física Moderna I (4cr - 5h) |
Física Moderna II (4cr - 5h) Mecânica Clássica III (4cr - 5h) Métodos da Física Teórica I (4cr - 5h) Termodinâmica (4cr - 5h) | Mecânica Quântica I (4cr - 5h) Métodos da Física Teórica II (4cr - 5h) Eletromagnetismo I (5cr - 6h) Física Moderna Experimental I (4cr - 6h) |
Física Moderna III (4cr - 5h) Mecânica Quântica II (4cr - 5h) Eletromagnetismo II (5cr - 6h) Física Moderna Experimental II (4cr - 6h) | Física Estatística (4cr - 4h) Eletiva de livre escolha (4cr - 4h)
Eletive de escolha restrita (8cr - 8h) |
Qualquer comentário, pergunta ou sugestão, sobre este texto ou sobre algum assunto
correlato que desejaria ver discutido, favor entrar em contato comigo, usando meu e-mail, minha
página pessoal ou meu telefone (21)2562-7732.